quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu gosto de novela !!!

Este gênero pode ser uma “tela de descanso” depois de um pesado dia de trabalho ou depois de passar por engarrafamentos insuportáveis. Mas tenho encontrado informações bastante interessantes a começar (neste ano de 2009) pela cultura indiana , principalmente no que diz respeito as relações sociais que me foi apresentado em Caminho das Índias. Hoje posso dizer que estudei e conheço mais um pouco deste universo que acontece “do lado de lá” (parafraseando Zeca Camargo).

E no momento as três novelas da Rede Globo estão prestando um serviço de muita relevância para seus telespectadores. Cama de Gato tem um personagem portador de deficiência auditiva (esta novela eu quase não vejo) e Caras e Bocas um personagem/ator deficiente visual. De forma indireta e ficcional somos (telespectadores) levados a compreender melhor como vivem e quais as dificuldades que essas pessoas com necessidades especiais encontram no seu dia a dia e a importância da inclusão.

Mestre Manoel Carlos em Viver a Vida trata de superações.

Ratificamos aqui o interesse no tema porque em nosso grupo de pesquisa Vida sem Barreiras, o primeiro objetivo é pensar a casa, porque a entendemos como o lugar seguro, o abrigo, o lugar do conforto e bem estar. Através de uma casa acessível para o portador de necesidades especiais e sua família podemos (como profissionais da área de design de interiores) contribuir para o restabelecimento ou manutenção da auto estima.

As adaptações da casa são relatadas com frequência em Viver a Vida com muitos questionamentos: E a escada ? As portas são largas o suficiente para a passagem da cadeira de rodas ? E o banheiro ? Como fazer para dar mais autonomia (no caso para a personagem Luciana) ?

Eu gosto de novela, sobretudo quando se torna um canal para mostrar uma possibilidade de mundo mais acessível e sem barreiras.

Lourdes Luz
09 /dezembro/09


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

** carta publicada na Revista O Globo em 6 de dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Casa Saudável

Criando um ambiente Saudável

Por se tratar de uma doença crônica, portadores de alergia necessitam de cuidados constantes principalmente no que diz respeito ao habitat moderno onde a poluição, o aquecimento global, os ambientes fechados e climatizados, os produtos feitos com substância antes inexistentes, o tabagismo, o estresse e principalmente a nossa casa e o nosso quarto onde passamos a maior parte de nosso tempo representam riscos constantes que podem agravar mais ainda a doença.

O mobiliário deve ser simples, com bordas lisas e de fácil limpeza. Utilizar móveis leves e versáteis. Sofás de couro, vinil ou plástico (livres da emissão de compostos orgânicos voláteis – COVs); tapetes pequenos (de preferência antialérgico) fáceis de lava; estantes fechadas, com portas de vidro; persianas e cortinas leves, de preferência no sentido vertical, que dificultam o acumulo de poeira e são mais fáceis de limpar; poucas almofadas com capas de zíper. Evite detalhes que possam acumular poeira nos rodapés, portas e alisares.

Evite: estofados de tecido; carpetes e tapetes difíceis de tirar; estantes abertas, cortinas grandes e com muitos detalhes; muitas almofadas difíceis de lavar; mobiliários com tecido e entalhados.

Na escolha das cores opte por tons claros que tem benefícios capazes de proporcionar conforto mental e que são mais reflexivas aproveitando melhor a luz natural. Evite superfícies rugosas que além da dificuldade de limpeza e manutenção, irradia a luz para diferentes direções e muitas vezes causam auto-sombreamento.

Como a sala geralmente é o cômodo mais amplo da casa, dois elementos são de vital importância: a iluminação e a ventilação. O primeiro pode envolver a insolação direta ou não. O importante é manter o ambiente claro evitando o aparecimento de certos componentes alérgicos dentro da casa. Como vimos anteriormente, quando falamos sobre a iluminação, que a luz pode ser utilizada até no combate a depressão. Combinada com uma boa ventilação torna o ambiente desfavorável para a proliferação de ácaros e fungos e ajuda no fortalecimento do sistema imunológico. Janelas de correr com panos, de vidros grandes ou basculantes são as mais indicadas. A primeira oferece uma entrada de ar direta, enquanto que as segundas promovem ma ventilação lateral com movimento circular no ambiente.

Na hora de escolher o tipo de piso, a sugestão é a utilização de materiais mais fáceis de limpar e manter a higienização do ambiente. Pisos de cerâmica e pedras são os mais aconselháveis, embora existam no mercado os carpetes com fios sintéticos de náilon mais fechados e menos ásperos, que acumulam menos poeira e que facilitam a manutenção.

A limpeza de todos os ambientes deve ser feita diariamente, com água, sabão e produtos de limpeza adequados. Evitar produtos com odoro ativo, como os derivados de amoníaco. Evitar o uso de vassouras, espanadores e aspiradores que não tenham filtros para reter partículas bem pequenas.


Autor:
MALAQUIAS, Volnei Gonçalves, 2007, p.49-51 - Monografia do Curso de Pós Graduação em Design de Interiores: Casa Saudável – Um Conceito de Moradia para Alérgicos. (o texto integral está na biblioteca da Universidade Veiga de Almeida / Campus Barra da Tijuca, RJ)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quebrar paradigmas – uma educação para todos

Lembro-me de uma experiência interessante com alunos do ensino infantil da rede de educação municipal paulistana, que levava crianças de quatro anos para visitar a Pinacoteca do Estado. Isso me pareceu muito interessante, até porque era um tanto improvável. Quem já imaginou um programa de educação pública realizar este tipo de excursão com crianças tão pequenas? Por outro lado, alguém duvida que pode ser um grande ganho para estes estudantes estarem desde já em contato com arte, terem estas experiências visuais, sonoras e auditivas, estarem em um ambiente de museu?

Nesta idade adquirimos uma parte importante de nossa formação e nossos conceitos de moral e disciplina. É também na infância que está uma pequena chave de preconceito – que pode ser girada ou não, depende das experiências de cada criança. Há, portanto, grande potencial de se iniciar uma relação saudável com a diversidade humana, ou o contrário. Se uma criança convive com outras que sejam diferentes de alguma forma - que, por exemplo, tenham alguma deficiência -, dificilmente ela irá desenvolver alguma resistência ou dificuldade em se relacionar com outras pessoas com deficiência quando for mais velha. Dando outro exemplo, imaginemos o que pode significar colocar uma pessoa de idade bem avançada para ir em escolas contar histórias para crianças. O respeito ao idoso e a aceitação do pluralismo colocam-se naturalmente para a criança numa situação trivial como esta. Assim como acontece com as diferenças de cor, de situação econômica, sexo, comportamento e outros.

Estamos falando da diversidade no ambiente escolar. Acho que precisamos abrir mais as portas do ambiente educacional para a diversidade humana. Não estou nem me referindo aos inúmeros problemas técnicos que as pessoas com deficiência vivem para ter acesso à sala de aula e ao currículo escolar, seja por questões arquitetônicas, seja por falta de recursos de comunicação, falta de material pedagógico adequado etc. Refiro-me, sim, à disposição de professores e corpo de coordenadores das escolas em receber alunos com deficiência. Mesmo com tantas e diversas necessidades, as escolas ainda resistem à inclusão. Ouvimos – e tantas mães ouvem tanto – que as escolas que recebem alunos especiais não estão preparadas para tanto. Muitas vezes, menos por necessidade do que por desespero com a nova situação, orientam que a criança ou jovem seja encaminhado para escolas especiais. Temos muito o que aprender com as instituições que um dia foram fundamentais no conceito de escola especial. Hoje, felizmente este conceito se transforma com envergadura universal, já que tenta cada vez mais se aliar ao ensino formal para educar crianças com ou sem deficiência.

Acredito que o aluno que tenha alguma deficiência intelectual, física, auditiva, visual etc, pode e deve estudar no mesmo ambiente que outros alunos sem deficiência. Isto é democracia e livre acesso à educação. Não podemos privar pessoas deste precioso convívio social em razão de alguma limitação física que tenham. Porém ninguém tem o direito de inviabilizar esta experiência. Por isso acho que é hora de a escola e a família re-avaliarem o ato de educar.

A propósito deste assunto, reproduzo aqui um texto do grande educador Rubem Alves, cujas palavras faço minhas: “O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das 'ciências da educação' não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar. Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros.” (publicado no Jornal da Ame, novembro de 2009)
Autora: Mara Gabrilli, 42 anos, é publicitária, psicóloga, ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência e vereadora pelo PSDB na Câmara Municipal de São Paulo. Empreendedora social, preside o Instituto Mara Gabrilli, ONG que apóia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta pesquisas científicas desde 1997.
No dia 20 de agosto de 2008, foi avaliada como a segunda melhor vereadora paulistana, entre os 55 vereadores, por estudo da ONG Voto Consciente (www.votoconsciente.org.br), com nota média de 7,9. No quesito Coerência, que avalia cumprimento durante a legislatura das propostas feitas durante a campanha, teve a maior nota: 9,53.
Foi a mulher mais votada do Brasil nas Eleições 2008 com 79.912 votos.

Mara Gabrilli ainda escreve uma coluna mensal para a revista TPM
http://revistatpm.uol.com.br/) há 8 anos, e comanda, desde abril de 2007, o programa de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos na Eldorado AM (http://www.derrubandobarreirasacessoparatodos.blogspot.com/).

Foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, (http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/sumario2039.html), um dos Cem Brasileiros Mais Influentes (2008) da revista Isto É (http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1992/sumario.htm), finalista do Prêmio Claudia 2008 na categoria Políticas Públicas (http://premioclaudia.abril.com.br/finalistas_pol.shtml) e figura, também, entre os 100 Brasileiros Mais Influentes (2008) da revista Época na categoria Benfeitores (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI18845-15204,00-EPOCA+A+LISTA+DOS+BRASILEIROS+MAIS+INFLUENTES+DE.html).

TRAJETÓRIA
Há 15 anos, Mara Gabrilli sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Passou cinco meses internada – dentre os quais dois em respirador artificial – e recebeu uma nova condição para a vida: a impossibilidade de se mexer do pescoço para baixo.
Em 1997, fundou a ONG Projeto Próximo Passo com o objetivo de promover a acessibilidade e o desenho universal, pesquisas para cura de paralisias e projetos de inclusão social para atletas com deficiência. Hoje, a ONG se expandiu e transformou-se no Instituto Mara Gabrilli, que tem a PPP como um de seus braços apoiando 85 atletas - três foram às Paraolimpíadas de Pequim. Em outubro, o IMG trouxe uma cientista indiana para trocar experiência com a pesquisadora da USP Lygia Pereira, o que resultou na primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias, a BR-1.
Mara Gabrilli foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) criada em abril de 2005. Desenvolveu dezenas de projetos em diversas áreas: infra-estrutura urbana, educação, saúde, transporte, cultura, lazer, emprego, entre outros. Isso resultou no aumento de 300 para cerca de 3 mil do número de ônibus acessíveis com bancos largos para obesos e piso baixo; na reforma de 400 quilômetros de calçadas adaptadas, inclusive na Avenida Paulista, que com rampas, piso podo-tátil e semáforos sonoros, se tornou modelo de acessibilidade na América Latina; na criação de 39 núcleos municipais de reabilitação física e saúde auditiva; no emprego de mais de mil trabalhadores com algum tipo de deficiência; nas versões em braile ou áudio de todos os livros das Bibliotecas Municipais (Ler pra Crer); na ida de 14.000 pessoas com deficiência ao cinema, teatro e exposições; entre outros.
Em atuação na Câmara Municipal desde fevereiro de 2007, protocolou 39 Projetos de Lei que trarão mudanças na cidade para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas que, no fim das contas, beneficiarão a toda população. Três já foram aprovados e são Lei Municipal: o que cria a Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos (Lei 14.441/07), o que torna Lei o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, determinando a implantação de novos serviços de reabilitação nas 31 subprefeituras da capital (Lei 14.671/08), e o Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que permite que a Prefeitura reforme e revitalize as calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os diversos equipamentos públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc (Lei 14.675/08).
Mara Gabrilli, 42, tetraplégica, psicóloga e publicitária, é vereadora da cidade de São Paulo.
Fundadora da ONG Projeto Próximo Passo, hoje Instituto Mara Gabrilli, foi Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de 2005 a 2007.
www.maragabrilli.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2009

RFID ajudando deficientes visuais


Esta patente (no. 7 408 465- / quvld.tk) descreve um sistema em que o deficiente visual pode receber informações por meio de uma voz eletrônica sintetizada, ajudando-o a se mover em um aposento, uma sala de aula, uma loja ou mesmo em uma rua.

Baseia-se em etiquetas RFID colocadas em locais especiais no ambiente percorrido pelo usuário. Elas transmitem informação para pequenos leitores especiais portáteis energizados por bateria, que ele leva consigo. Ao se aproximar de cada etiqueta, o usuário ouve as informações nela contidas.(O Globo Digital, 12/nov/2009. pg 8)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais um pouco de PAPEL PINEL

O Papel Pinel é uma fábrica terapêutica, situada no ambulatório do Instituto Municipal Philippe Pinel, na zona sul do Rio de Janeiro. Nasceu em abril de 2000, como uma Oficina de Papel artesanal, buscando construir uma alternativa de trabalho e enfatizar a cultura do reaproveitamento, tanto material quanto humano. Tem como produtos não só o papel reciclado e a cartonagem, mas também camisetas e bolsas ilustradas com originalidade e bom gosto. É uma griffe diferente.
Pela enorme aceitação que tem tido, não apenas mercadológica mas também simbólica dos ideais determinados para os quais aponta, a Griffe Papel Pinel é hoje uma marca registrada, garantindo assim o uso de seu nome por seus legítimos donos: todos aqueles que são colaboradores em suas Oficinas e etapas relevantes de fabricação de seus produtos. Nossa ação aponta para a inclusão social, o resgate à cidadania, a geração de renda e a transformação cultural do estigma que cerca a loucura.
Por chamar atenção para o desperdício dos recursos naturais, apenas no ano de 2008, o Papel Pinel foi responsável pela coleta de mais de dez toneladas em doação de papel, oriundas de empresas e pessoas físicas aliadas. Este número reflete o compromisso que alcançou da sociedade com o projeto, com seus valores e com a preservação do meio ambiente. A Griffe faz, assim, seu papel.
Recicle idéias, jogue fora preconceitos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Universitários Especiais

PARABÉNS a Sociedade Síndrome de Down e Universidade Estácio de Sá pelo importante trabalho que estão desenvolvendo !!
(ver mais no site: http://www.ssd.org.br/)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTUDO CARIOCA SOBRE NANISMO SERÁ APRESENTADO, EM JULHO, EM ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESIGN

Pesquisa propõe soluções para casa e ambiente urbano

Muito se fala nos direitos de cadeirantes, negros, homossexuais e outros grupos que sofrem com alguma forma de exclusão social. Uma minoria, porém, enfrenta uma série de dificuldades em seu dia-a-dia e parece esquecida na luta por adaptações que permitam o pleno exercício de sua cidadania: os anões.
A fim de minimizar parte dos problemas vividos por essas pessoas, o núcleo Vida sem Barreiras, da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida (UVA), vem desenvolvendo um projeto na área de design de interiores. O resultado será a publicação de uma cartilha com especificações para projetos que auxiliem os anões em seu cotidiano, principalmente no ambiente doméstico e no trabalho.
O estudo, capitaneado pela arquiteta e professora Lourdes Luz, coordenadora acadêmica do campus Barra da UVA, será apresentado no Encontro Latino-Americano de Design e no Congresso Latino-Americano de Ensino de Design, que acontecem na Universidade de Palermo, em Buenos Aires, Argentina, de 28 a 31 de julho ("evento ficou adiado para 2010, por causa da gripe suína')

Desafios e Soluções
A aplicação das especificações contidas na pesquisa vai oferecer soluções para problemas imperceptíveis para uma pessoa de estatura normal, mas que se mostram grandes obstáculos para um anão. Em casa, por exemplo, as adaptações podem tornar mais acessíveis interruptores, pias, janelas, maçanetas de portas e até o vaso sanitário.
No ambiente urbano, os desafios à mobilidade são ainda maiores. Pessoas com nanismo têm seu acesso aos ônibus e ao metrô limitado por degraus altos, além da dificuldade para alcançar as barras de segurança. Da mesma forma, os botões de elevadores e caixas eletrônicos de bancos – altos e sem adaptação – estão fora do alcance das pessoas mais baixas.
“A partir dos resultados obtidos no estudo, que inclui entrevistas com anões, pretendemos determinar diretrizes de projetos de interiores visando à adaptação dos ambientes, sejam residências ou locais de trabalho, às condições próprias para garantir acesso e qualidade de vida às pessoas portadoras de nanismo”, defende Lourdes Luz.

Além dos obstáculos físicos, a maior dificuldade enfrentada por um anão é o preconceito, que se revela em piadas e deboche nas ruas, e em barreiras no mercado de trabalho. Não obstante, a desinformação mitifica a figura do anão, o que só reforça a discriminação.

ASSESSORIA DE IMPRENSA/UVA
SB Comunicação, tel. (21)3798.4357

domingo, 27 de setembro de 2009

O Instituto Percepções de Responsabilidade social efetivou uma parceria com a empresa Rio Rally Racing, que possui uma equipe disputando a Mitsubishi Cup – maior prova monomarca de automobilismo das Américas, para o desenvolvimento de um programa socioambiental e capacitação no relacionamento com pessoas com deficiência.

A iniciativa ainda contempla a coordenação do processo de contratação produtiva de pessoas com deficiência para trabalharem na montagem dos carros de competição.


WWW.percepcoes.org.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Nova Turma (fonte: Revista O Globo, 12/julho/2009)

Não sei quais foram os caminhos ou descaminhos que levaram Victor Klier a criar esta turma super especial. A Turma da Febeca é um grupo de adolescentes com algo mais em comum além do fato de serem contestadores (o que é próprio desta faixa etária) – no caso, alguma deficiência física. “Não são histórias sobre deficiência, mas sobre a vida de deficientes que vão à escola, brincam, ficam de castigo” (segundo Klier), que tem personalidade forte e superam dificuldades (estas são características identificadas por mim).

Vou apresentar cinco deles mas se o leitor quiser conhecer a turma toda, é só clicar: www.megaterio.com.br/febeca/
Naná – portadora de síndrome de down. É esperta e comunicativa!

Mila – tem paralisia cerebral, usa cadeira de rodas e tem problemas de coordenação. Faz uso de visual alternativo e discurso moderno, mas é completamente romântica.
Lôlo – por ser surdo teve que aprender a linguagem dos sinais. Tem habilidades como ator.
Polin – anã do grupo. Tem sempre uma resposta na ponta a língua
Iara – perdeu a visão ainda pequena. Adora música

sábado, 22 de agosto de 2009

Imagem, Beleza e Incapacidade: o paradigma do nanismo.

“É preciso superar a vergonha do corpo e da mente, do julgamento alheio para levantar a auto-estima.” (Montaigne).

Segundo o Aurélio o Nanismo “é um acentuado subdesenvolvimento da estatura”. E Anão significa “o individuo de estatura abaixo do normal”.

Será possível mudar paradigmas relacionados ao tema do Nanismo? Será que os anões podem encontrar em seu corpo uma adequação entre a imagem, a beleza e a capacidade de ser quem se é? São muitas as questões sobre a educação, a sociedade e a cultura do nanismo.

Para Esteban Levin, autor do A Infância em Cena (1997): “o ideal de beleza que a cultura da modernidade pretende tende a equiparar o corpo com seu modelo, ou seja, com a sua imagem. A utopia do corpo-imagem-­ideal converte o próprio corpo em objeto de prazer narcísico e auto-erótico. Desse modo, o corpo se trans­forma em objeto de culto para cultivar e cultivar-se a si mesmo anonimamente. Definitivamente a modernidade no seu afã consu­mista tende a anular a diferença entre o corpo e a ima­gem modelo. A Incapacidade encarna e marca justa­mente essa diferença que, como efeito dramático, pro­duz a discriminação e a exclusão”.

Quando olhamos para um anão, sentimos a sensação de incapacidade e não encaramos o seu estado humano com toda a sua subjetividade. Então o corpo em sua organicidade passa a ser objeto de zombaria, de desdém e desprezo. O anão por diferentes razões está embalsamado numa imagem social fixa e única e está impedido de criar sua própria imagem. Com isso, o anão se transforma numa espécie de "mutante" orgânico incapacitado.

Na cultura da modernidade, onde a aparência corporal é refém da exigência de uma beleza padronizada, o anão que tem uma incapacidade encarna sinistramente o seu antiestético. A partir daí, uma identidade se forma de maneira anônima que nessa total solidão, a imagem, a beleza e a capacidade se dissipam.

O anão desmente esse ideal beleza e nos convoca a pensar o belo, não na sua superficialidade banal e, sim, como um ato criativo onde se põe em cena a emergência da subjetividade.

O belo aparece quando o anão começa a ver, a sentir, a encontrar o próprio talento e competência, ou quando a partir da demanda do outro pode começar a transformar seus estereótipos em gestos significantes. Nesses exemplos o anão pode produzir além da do que a sociedade e a cultura esperam dele, ou seja, ser o seu próprio estilo.

Nesses atos de criação a função simbólica pode possibilitar a transformação da imagem do nanismo nesse cenário social e cultural, onde o reconhecimento de si e a apropriação do próprio nome possibilitam a condição de ser, de sentir, de pensar e de fazer. Ao invés de ser uma síndrome, um andróide, um mutante, etc...

Torna-se necessário mudar o cenário e proporcionar cenas diferentes e instantes que apareçam o belo jeito de ser de cada um, num ato significante.


Antonio Carlindo Lima

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

AVALIAÇÃO ERGONÔMICA: DE CADEIRAS PARA ALUNA PORTADORA DE NANISMO

INTRODUÇÃO
A preocupação das instituições de Ensino Superior em
viabilizar o acesso das pessoas portadoras de
necessidades especiais tem impulsionado a busca de
soluções para melhorar as condições e oportunidades a
todos os alunos.
A Unisinos, preocupada em atender aos alunos
portadores de necessidades especiais vem
desenvolvendo ações através do Programa de Acesso e
Permanência de Alunos Portadores de Deficiência na
Universidade, coordenado pelo Setor de Serviço de
Atenção ao Acadêmico.
O programa busca conhecer as necessidades
apresentadas pelos alunos e muitas ações já foram
realizadas entre estas: rampas de acesso, adaptação de
sanitários, vagas no estacionamento, cartões de
identificação para familiares e alunos portadores de
necessidades especiais que utilizam automóvel, projeto
sinalização no campus e o LAI – Laboratório adaptado
de informática para alunos portadores de deficiência
visual.
A universidade tem atualmente cadastrados 23 alunos
portadores de necessidades especiais.
A Unisinos tem por missão “promover a formação
integral da pessoa humana e sua capacitação ao
exercício profissional, incentivando o aprendizado
contínuo e a atuação solidária, para o
desenvolvimento da sociedade”. Tem como visão
“ser referência na promoção da educação por toda
a vida, impulsionada por pessoas solidárias,
criativas e inovadoras”.
Para que sua missão possa ser cumprida, a Unisinos
tem o compromisso com a valorização do ser humano,
oportunizando e viabilizando um ambiente acadêmico
com qualidade onde sejam respeitados os direitos dos
cidadãos e evitadas discriminações e preconceitos de
qualquer espécie.
Neste sentido a ergonomia é uma das áreas de
conhecimento que nos oferece sustentação teórica e
prática para a realização de algumas ou parte destas
melhorias.
Segundo MALLIN (2001) a ergonomia é uma disciplina
útil, prática e aplicada para auxiliar nos projetos desta
demanda social, pois estamos focalizando aqui, não
apenas a relação ergodesing/usuário, mas as relações
complexas impostas pelo valor protético da tecnologia
assistida, já que estes objetos servem como
complemento da vida.
Este artigo tem como objetivo divulgar nossa
experiência no desenvolvimento do projeto de uma
cadeira com medidas especiais, a fim de atender as
necessidades de uma aluna portadora de nanismo.


METODOLOGIA
O SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho, vinculado ao
Setor de Serviços Sociais, tem como compromisso
oportunizar e viabilizar a capacitação e desenvolvimento
das pessoas, atender à legislação e buscar
continuamente a excelência quanto aos aspectos
relacionados ao meio ambiente, saúde no trabalho e
segurança universitária.
O Setor de Serviço de Atenção ao Acadêmico ao
verificar a inadequação do modelo padrão de carteiras
Unisinos, que é desenvolvido conforme as normas da
ABNT para mobiliários escolares solicitou ao Setor de
Serviços Sociais a aquisição de uma cadeira para a
aluna portadora de nanismo. Como não havia no
mercado uma cadeira que possibilitasse suprir esta
necessidade, buscou-se desenvolver uma cadeira com
tamanho especial considerando as medidas
antropométricas da aluna portadora de nanismo.
Os procedimentos metodológicos utilizados para a o
projeto da cadeira foram:
- identificação da usuária;
- realização das medidas antropométricas dos
segmentos corporais envolvidos no ato de sentar, estudo
das medidas físicas do corpo (antropometria) da aluna,
descrito a partir das suas diferenças quantitativas,
baseado nas estruturas anatômicas, realizado pela
Educadora Física no laboratório de cineantropometria;
- disponibilização dos dados da aluna para empresa
fornecedora;
- desenvolvimento de um primeiro protótipo de
responsabilidade do fornecedor, o qual não foi
aprovado pela aluna, devido à mesma não ter apoio
para subir na cadeira, tão pouco aprovada pelos
Setor de Serviços Sociais, já que implicaria em
segregação da aluna a uma altura inferior ao nível
do plano de trabalho das demais classes da sala de
aula;
- desenvolvimento do novo protótipo, que solucionou o
problema do subir com um degrau que serve também de
apoio para os pés, a partir de desenho informando ao
fabricante das dimensões características que este
deveria assumir. Foi testado e aprovado pela aluna que
permitiu a harmonização entre ela e seu ambiente de
estudo.
Na figura observa-se o conjunto classe padrão com a
cadeira aprovado.


- após a aprovação pela aluna foi autorizada a aquisição
da cadeira.
Neste processo contou-se com o envolvimento da
usuária desde a fase de identificação do problema,
planejamento, desenvolvimento, avaliação, testes do
produto até a aquisição.



3. ERGONOMIA PARA O INDIVÍDUO
Segundo a definição da IEA (2001):
“ergonomia (fatores humanos) é uma disciplina voltada
para o entendimento das interações entre pessoas e
outros elementos de um sistema e aplicação da teoria,
princípios, dos dados e métodos de concepção e projeto
visando otimizar o bem estar humano e a performance
do sistema em geral.”
Conforme PHEASANT (1997) aput Moraes, a
abordagem ergonômica ao design pode ser resumida
como:
“O princípio do design centrado no usuário - Se um
objeto, um sistema ou um ambiente é projetado para o
uso humano, então seu design deve se basear nas
características físicas e mentais do seu usuário
humano. O objetivo é alcançar a melhor integração
possível entre o produto e seus usuários...”
Dentre as recomendações de caráter geral (aplicáveis a
mobiliário escolar) GRANDJEAN (1998), para a
atividade laboral sentada, deve ser considerada algumas
condições ergonômicas mínimas as quais devem
contemplar:
- espaço livre para os joelhos;
- espaço para livre para as pernas;
- espaço para movimentação dos membros superiores
ao nível da superfície da mesa;
- o assento deve permitir uma inclinação do tronco tanto
para frente quanto para trás;
Segundo MORO, ÁVILA & NUNES (1999) aput
Ferreira afirmam que o mobiliário escolar, aliado a
outros fatores físicos, influi sobremaneira no
desempenho e comportamento dos alunos em sala de
aula.
Adotando - se as recomendações de Grandjean foram
definidas para o projeto da cadeira as seguintes
dimensões:
- profundidade da superfície do assento (nádega à
altura plopiteal): 30 cm;
- largura da superfície do assento (largura do
quadril/sentado): 30 cm;
- altura máxima da convexidade do encosto (altura
centro concavidade lombar): 20 cm;
- altura do encosto (altura do topo da cabeça em
relação a altura do sub-esterno): 25 cm;
- largura do encosto (largura tórax entre axilas) : 25 cm;
- altura da mesa padrão Unisinos: 77 cm;
- altura da cadeira necessária a mesa padrão: 50 cm;
- altura do degrau de acesso: 12 cm
Como se pode constatar existe a necessidade dos
estudos ergonômicos na construção de projeto, para que
se possa propiciar um maior conforto e bem estar aos
usuários.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este artigo apresentou questões referentes à ergonomia
de produto, considerando as necessidades especiais de
uma aluna portadora de nanismo, atendendo
individualmente e ajustando a cadeira conforme as suas
características, oferecendo segurança, bem estar e
promovendo a independência da aluna.
O projeto foi realizado com a participação da usuária no
processo de desing da sua cadeira considerando as
necessidades individuais. Foi disponibilizada uma
cadeira para cada sala de aula onde aluna cursa as
disciplinas. Também atendeu um dos objetivos de nosso
programa de Acesso e Permanência de Alunos
Portadores de Deficiência que é assegurar a aquisição
equipamentos e recursos necessários para uma
aprendizagem de qualidade.
"A vida humana tem sido um movimento constante de
busca de satisfação e de inibição do sofrimento. Vive
Vive-se administrando, cuidando de nossas próprias
necessidades de ser, ter, sentir, conhecer, fazer e estar
e intervindo nas necessidades dos outros. É a eterna
busca de viver prazer e felicidade”. (PATRÍCIO, 1999)

Ana Maria Steffens Pressi,
Cleonice Silveira da Rocha,
Sérgio Corbellini

ABERGO 2002 Recife

sábado, 1 de agosto de 2009

Uma Luta sem Barreiras

O dia 20 de maio próximo passado foi dedicado a Luta Antimanicomial, e o Curso de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida promoveu seminário para refletir e discutir problemas referentes aos tipos de tratamentos possíveis em pessoas ou para pessoas que sofrem de esquizofrenia e outros distúrbios mentais graves.
Ao final do Encontro Acadêmico tivemos o prazer de ouvir um grupo musical “Louco por Música” que portadores de tais problemas, cantaram e recitaram seus males, esperanças, idiossincrasias, amores não tão diferentes das nossas normais angústias e emoções.
Nesse mesmo momento pensei na bandeira levantada por Glória Perez ao criar o personagem Tarso vivido por Bruno Gagliasso na novela Caminho das Índias (Rede Globo), que esquizofrênico, evidencia a exclusão e a dificuldade dos próprios familiares em assumir e enfrentar a doença de forma responsável.
É impossível manter a indiferença ou transmutar-se em avestruz.
Quer na ficção ou na realidade somos chamados a rever valores quando somos colocados diante de um grupo de profissionais e pacientes que lutam com garra e fibra por uma melhor condição de existir no mundo.
Muito mais que um slogan “recicle idéias, jogue fora preconceitos” é a maneira correta de viver as diferenças !
Músicos do LOUCO POR MÚSICA, foi um prazer conhece-los.


"Sob a orientação do Grupo de profissionais do Papel Pinel, desenhos bastante criativos são elaborados pelos pacientes. E tornam-se estampas para camiseras, cadernos, eco-bolsas e etc. "



Lourdes Luz
Domingo, 14/junho/2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

COMO SE VIVE NUM MUNDO DE GIGANTES


Recém chegados à lista de portadores de deficiência os anões eram, até pouco tempo, vistos como personagens circenses. Muita gente ainda vê assim, mas o que pouca gente vê é que eles são pessoas capacitadas e vivem uma vida praticamente normal, têm amigos, constituem família, seguem carreiras profissionais nas mais variadas áreas. Muitas delas longe de palcos e da imagem que a maioria tem deles. Acontece que eles têm uma enorme dificuldade de levar suas vidas de forma independente aqui no Brasil, não porque não sejam capazes disso, mas porque no Brasil ainda se trabalha com “padrões” e “médias”. É só andar pela cidade com mais atenção para perceber que tudo é feito para a “maioria”. A universalização das vias públicas, a acessibilidade, estas não saem do papel com tanta facilidade. Que dizer dos balcões de lojas que não permitem ver alguém abaixo de 1m, dos botões de elevador que ficam a 1,20m, para não falar do botão do 22º andar que pode provocar um enorme constrangimento até para aqueles que nem são portadores da síndrome, dos famigerados caixas eletrônicos, muito debatido entre os grupos de pessoas que vivem abaixo da altura de uma criança de 8 anos e tantos outros exemplos de descaso com as pessoas de baixa estatura. Outros países já estão bem melhor adaptados aos problemas deste e de outros grupos de pessoas que não se encaixam na “média”. Aqui eles vão vivendo, como heróis, diga-se de passagem, enfrentam um mundo todo dia que não foi pensado para eles, que não foi feito para todos. Saem de casa e enfrentam ônibus, trens, ruas e escadas para cumprir percursos simples para a “maioria”. Tudo isso em silêncio. Com toda a áurea de espetáculo que as pessoas insistem em colocar neles, talvez tenham necessidade de anonimato. Nesse caso não deviam. Lutar pelos direito de ir e vir que está na constituição não deveria ficar para depois. É difícil, no Brasil há o hábito do “deixa disso”. Todos nós achamos que lutar não dá em nada. Mas, quando grupos como os dos anões conquistam um direito, mesmo que ele primeiro tenha que vir na forma de lei, quem ganha é a sociedade. Não se pode achar que estamos em um mundo de igualdades quando ainda ignoramos quem é diferente de nós. Há algum tempo – pouco, é verdade! – aprendemos que somos todos iguais, agora chegou a vez de reconhecer que todos na sociedade tem um papel a desempenhar e cabe a essa sociedade permitir que todos, fora de padrão ou não, possam desempenhá-lo. Ninguém precisa ser carregado, os anões não querem caridade, eles querem ser respeitados, querem ter o direito de cumprir com a sua parte. Não é tão difícil. Com um pouco de criatividade, e até copiando algumas coisas que já dão certo lá fora, é possível repensar certos conceitos e tornar o Brasil um país de todos, mesmo.

Gabriela Bretto – Estudante do Curso de Design de Interiores da UVA

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma Experiência de viagem

Março de 2006, fim de verão, dia de sol em Florianópolis. Cidade de minha família por parte de pai mas só havia estado por lá, de passagem nos anos 70. Muitos edifícios novos na orla, a ponte do velho “Hercílio Luz”, uma linda paisagem natural sem registros na minha memória.
Estava hospedada num hotel que era puro espetáculo formal: piscinas, cascatas, ondas, caminhos (ou descaminhos ?), vegetação, cores, prismas entrelaçados. Em meio a este encantamento, num momento de descanso, passei por uma experiência que me fez repensar conceitos e vivências, fui ao SPA.
Aguardava tranquilamente na sala de espera a minha vez, quando um rapaz anunciou meu nome e eu o acompanhei. No meio do pequeno percurso percebi que ele não enxergava porque, de modo muito discreto, ele reconhecia o caminho pelo dedo na parede que o alertava para vãos de portas, paredes e viradas no corredor.
Chegamos na saleta (cubículo), ele se desculpou por me deixar esperando (nem tanto) com a seguinte interjeição: “Eu não vi a senhora na sala” e diante do meu silêncio ele completou: “mas não ia adiantar nada ... eu não enxergo mesmo !!!” Confesso me sentia um pouco desconfortável, deitei na maca e pensei que talvez fosse melhor não racionalizar e aproveitar a massagem. Foi o que ocorreu nos dez primeiros minutos, onde nós dois estávamos em silêncio. Quando me certifiquei que aquele pseudo relaxamento e aquela musiquinha zen estavam causando um efeito contrário, o que fiz eu ? Puxei uma conversa que durou o restante da sessão. Se eu tivesse como objetivo fazer uma entrevista com pessoa deficiente visual não teria sido tão rica e tão espontânea quanto aquele “momento relaxante”.
Milton, este é o seu nome, um sujeito de bem com a vida, independente e cheio de projetos. Mora no continente (de Florianópolis), vai e volta do trabalho sozinho, viaja, tem amigos, profissão – ele é ótimo no que faz e tem um hobby, o computador. Foi justamente aí que encontramos nossos pontos de contato, falamos do DOSVOX, software especial para deficientes visuais, além de outros menos ou mais eficientes ... Aprendi muito sobre esta possibilidade de interagir com o mundo.
Ele me contou também que gostava de música, segundo Milton, todo deficiente visual gosta de música. É um noveleiro, adora estas revistas de fofocas de artistas ... Qual minha surpresa quando soube que existem algumas “revistas faladas” ?
Comentou quão difícil está o mercado de trabalho para os videntes, e que eu poderia imaginar como complicava para os deficientes visuais. Mas que não podia reclamar, ele possuía muitos e bons clientes. Impressionou-me sua perseverança, repetiu algumas vezes que quando queria uma coisa, ia à luta. Exemplificou voltando ao computador, onde aprendeu o que sabia (e não era pouco) “fuçando” sozinho. E quase no final da nossa animada massagem ele me disse que estava juntando dinheiro para comprar um computador, só dele !
A massagem terminou e Milton me deu seu cartão de visita com a recomendação que eu deveria consertar uma letra errada no e-mail ao que eu respondi: vou pegar meus óculos, sem eles não enxergo nada e ele retrucou com muito humor: você está pior que eu, hein amiga ??!!
60 minutos. Massagem. Conhecimento. Lição. Vida


Dra. Lourdes Luz
Coordenadora Geral do Núcleo de Pesquisa Vida sem Barreiras/UVA
26/março/2006

Copyright Ana Rios

quinta-feira, 25 de junho de 2009

No dia 26/5, foi realizada no campus barra uma vivência de acessibilidade. Trata-se de um exercício que faz parte da disciplina Ergonomia do curso de design de interiores, ministrada pela profa. Beatriz Chimenthi.
Os alunos utilizam equipamentos como cadeiras de rodas e muletas, fazendo um percurso pela universidade.
Desta forma, eles vivenciam as dificuldades encontradas por pessoas portadoras de necessidades especiais.



domingo, 14 de junho de 2009

QUARTO DE BEBÊ



1- Introdução:
Pesquisamos em livros, revistas e na internet, artigos especializados em quartos de bebê.
Este trabalho tem como objetivo auxiliar na elaboração de projetos técnicos que contenham os princípios ergonômicos de praticidade, beleza, funcionalidade e principalmente segurança.

2- A Importância:
É neste cômodo que acontecerá a primeira fase da vida do bebê, que vai de zero a vinte e quatro meses.
Aqui ele vai desenvolver a percepção, a emoção, a criatividade, descansar, andar, brincar, falar, sonhar e descobrir o mundo.

3- As Necessidades:
O ambiente deve ser calmo, tranqüilo, estimulante, higiênico e seguro.
A organização vai determinar a ocupação prática e funcional do ambiente que ao mesmo tempo deve ser aconchegante, acolhedor, confortável e bonito.
Um quarto arejado, ensolarado e sem umidade contribui muito para manter a saúde estável bebê.
Devemos priorizar a ventilação natural, com troca diária do ar e evitar a ventilação artificial. Em algumas ocasiões será necessário o uso de condicionadores ou aquecedores de ar e a manutenção de seus dutos e filtros não deve ser negligenciada. A instalação deve ser prevista no projeto e o direcionamento do ar não deve atingir o bebê diretamente. Ventiladores de teto na posição de exaustão, também podem resfriar o ambiente A temperatura ideal do quarto é de 22 a 25 graus, com umidade relativa do ar de 40 % a 60 %.
A proteção parcial dos ruídos é importante para a tranqüilidade do ambiente assim como as janelas e portas externas devem ter telas de segurança.

4- Planejamento:

A) A escolha do cômodo:
Se possível devemos escolher um quarto com pouca incidência de ruídos e boa ventilação, voltado para o leste, pois receberá os raios solares da manhã.
Para espaços reduzidos devemos estabelecer prioridades. O bebê precisa ter um lugar só seu, mesmo que divida o quarto com outros familiares.

B) Os Revestimentos:
A facilidade com a manutenção, associada a beleza engrandecem o projeto.
A limpeza e a segurança são fundamentais para a escolha dos revestimentos.
Normalmente a colocação de manta sob o piso ( para alguns tipos), o uso de cortina e papel de parede, assim como a posição do cômodo, fornecem uma proteção parcial para ruídos. É muito raro a aplicação de tratamento acústico mais técnicos nos projetos para quartos de bebê. Em casos especiais como morar próximo de fontes de barulho intenso, pode ser confortável fazer um tratamento acústico nas paredes, com gesso acartonado e espaço interno livre (ar) ou com Isopor, espuma caixa de ovo ou até mesmo lã de rocha ou vidro. As janelas e portas também podem ser acústicas.

B1- Pisos.
VINIL :
Piso térmico, antialérgico, prático e simples de limpar. Pode ser colocado sobre carpetes, tacos, cimentos e outros revestimentos, sem danificá-los. Também podem ser aplicados nas paredes. Se aplicados sobre manta de feltro garantem maciez , amenizam o impacto de eventuais quedas do bebê e auxiliam na acústica. Disponíveis em diversas tonalidades. Têm sido os mais escolhidos, embora tenham a desvantagem de sujar, riscar e marcar com facilidade. Há modelos mais espessos e mais resistentes.

LAMINADOS:
Piso prático de instalar e limpar, risca pouco e é mais durável que o vinil, porém mais caro. A cola escolhida para a aplicação deve ser atóxica. Também são aplicados sobre manta de feltro, melhorando a acústica do ambiente.

RESINA:
Piso resistente, prático, livre de juntas, fácil de limpar é uma ótima opção porém é muito caro.

FRIOS ( Mármores, Porcelanatos, Cerâmicas e cimento)
Pisos duráveis com instalação e manutenção fáceis, além de diversos modelos, cores e preços disponíveis no mercado. Não são aconchegantes e são excessivamente frios o que em algumas regiões pode ser uma vantagem.


B2- Paredes:
Devemos evitar texturas que retenham poeira e aplicar colas atóxicas e tintas com pouco cheiro, lembrando que o ideal é preparar tudo com antecedência para eliminar odores dentro do quarto.

PINTURA:
São muitas as variedades de tipos, cores e preços disponíveis, porém a mais indicada é a acrílica que permite lavagem e fica com acabamento acetinado. Alguns fabricantes oferecem a versão com pouco cheiro. Pintura a mão livre ou com moldes também agradam bastante.

PAPEL:
Revestimento fácil e rápido para colocação com uma infinidade de padrões e texturas; alguns modelos são laváveis. Auxiliam na acústica do ambiente, são mais caros e podem ser danificados com facilidade.

FAIXAS e LAMBRIS:
Estes produtos também podem ter o uso associado a pintura ou papel de parede.
Os lambris, quando aplicados em forma de barra, na meia parte inferior do quarto, dão durabilidade, praticidade e beleza ao quarto e são fáceis de limpar.

B 3 – TETO:
Além da pintura tradicional é possível fazer pinturas especiais, aplicar adesivos de estrelas e outros astros, aplicar leds ou até mesmo trabalhar o teto com gesso e iluminação embutida. Evitar a incidência de luz forte principalmente sobre o berço. O uso de dimerisadores é muito adequado. As sancas acumulam poeira e devem ser evitadas .



Universidade Veiga de Almeida
Curso: Design de Interiores - 1º.período
Disciplina: Ergonomia – Prof. Beatriz Chimenthi
Grupo: Maria José Nunes Cardozo de Souza
Rosa Maria Ferreira
Marisa Ribeiro

quinta-feira, 28 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana



"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Acidentes domésticos: saiba como se livrar deles

Números revelam que 75% de lesões envolvendo idosos acontecem dentro de casa


Muita gente não sabe, mas a nossa própria casa pode oferecer riscos. Em algumas situações, a má distribuição dos móveis, lâmpadas altas demais ou pisos escorregadios podem provocar acidentes sérios, principalmente quando se fala de idosos e crianças. O que é uma casa segura? A arquiteta Cybele Barros criou o projeto que recebe este nome justamente para chegar à melhor maneira de oferecer independência, acessibilidade, integração, conforto, segurança e mobilidade de pessoas no interior de suas residências.


A professora da Escola de Design da UVA Liane Flemmig explica que "a casa segura é aquela que as pessoas podem utilizar sem risco para sua saúde e segurança, mas deve principalmente garantir que os seus usuários a utilizem maneira independente".


Ela explica ainda que os conceitos de conforto e visitabilidade são igualmente importantes. "O direito de visitação consiste em permitir que a casa seja acessível não somente para o dono como também para as pessoas que freqüentarem sua casa". Para não apresentar barreiras, segundo Liane, os espaços devem ser remodelados, ou seja, adaptados para que sejam acessados por todos os usuários.


A professora explica, ainda, que a visitabilidade deve ser encarada como o direito ao convívio social irrestrito, o que passa pela escolha de amigos com os quais se tem "afinidades de pensamento e afeto, e não de condições físicas semelhantes".
Idosos têm necessidades especiais


Segundo o IBGE, os idosos representam 8,6% da população brasileira, ou seja, cerca de 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade. A previsão é a de que nos próximos 20 anos a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas e deverá representar quase 13% da população total deste período. A mudança do perfil etário brasileiro torna ainda mais importante a adaptação das casas às necessidades que surgem para pessoas de idade avançada, garantindo assim sua autonomia e independência. "A casa deve permitir, acima de tudo, a dignidade, individualidade, independência, privacidade e familiaridade", afirma Liane.
O núcleo de pesquisa "vida sem barreiras" da Escola de Design pesquisa o design universal, ou seja, a forma de projetar para todos, independente das condições físicas. As casas projetadas de maneira a atender às crianças e aos idosos, por exemplo, têm maiores chances de atender um maior número de pessoas.


De acordo com Liane, as casas têm que ser adaptadas, uma vez que na maioria das vezes os responsáveis pelos projetos não têm o hábito de pensar assim.





Cuidados em cada ambiente
Banheiro e cozinha
Liane afirma que medidas simples podem contribuir para tornar as casas mais seguras. Ela explica que as áreas que requerem mais cuidados são a cozinha e o banheiro, ou onde a água estiver presente. " Nesses locais é fundamental que se tome cuidado com o piso, que deve ser sempre antiderrapante e sem degraus. Os tapetes também podem ser bem perigosos caso não tenham fitas antiderrapantes coladas no seu verso. Nos banheiros a colocação de barras de apoio na área do chuveiro e vaso é um recurso recomendável, ao contrário das banheiras".
Móveis
Os móveis devem ser estáveis, de modo que possam servir como apoio, mas não devem ter quinas e nem atrapalhar a passagem.
Portas
As portas, se possível, largas com maçanetas de alavanca e não de "bolinha".
Iluminação
Para uma boa iluminação não podemos considerar apenas a intensidade luminosa. Ela deve também propiciar a garantia de uma boa execução das tarefas. Além da luz normalmente existente no centro do ambiente, luminárias de mesa ou com "pé" garantem a flexibilidade da iluminação, permitindo que as pessoas possam ajustar a luz às suas necessidades e conforto. A garantia da luz natural, regulada através de cortinas leves e persianas, traz economia, segurança e bem estar.
Acesso
A altura das tomadas e dos interruptores deve prover acesso sem muito esforço. Estes são alguns dos itens importantes. Devemos, no entanto, salientar que, em se tratando de uma casa, deve-se sempre ter o cuidado de não transformá-la em um lugar estranho: o conforto, segurança e bem-estar devem caminhar juntos.
Acidentes
Norivaldo de Oliveira ainda se recupera do acidente que mudou sua vida. Desde que caiu de uma árvore enquanto tentava pegar uma fruta, em 2002, ele faz fisioterapia para recuperar os movimentos das pernas e dos braços. "Foi a primeira vez que subi num lugar tão alto. Caí de 2 metros de altura, me acidentei e agora estou na cadeira de rodas. No início não mexia nada, nem perna nem braço, só a cabeça".
Paciente do Núcleo de neuro-funcional do CSP-UVA há cerca de 1 ano, ele conta que aos poucos pôde retomar atividades relativamente simples. "Antes eu não tomava banho sozinho, agora já consigo. Ainda não vou ao banheiro sozinho, mas faço todo o resto, até lavo roupas". Ele conta ainda que, embora não saia sozinho de casa, dentro do imóvel já consegue trocar alguns passos. "Já estou andando, graças a Deus. Só ando de andador e segurando a cadeira de rodas, mas sou capaz de ir onde eu quero".
A fisioterapeuta responsável pelo tratamento de Norivaldo, Cacilda Pereira Barbosa, explica que não é possível prever quando Lorivaldo poderá deixar de vez a cadeira de rodas, pois, segundo ela, trata-se de um processo lento. "Ele precisa de mais equilíbrio de quadril, mas quando chegou não tinha massa muscular, não agüentava treinar a marcha porque ficava muito cansado. Com o tempo foi se fortalecendo e agora já está bem melhor".
A supervisora do núcleo de fisioterapia do Centro de Saúde e Pesquisa da UVA Bruna Correa Mello, explica que em caso de acidente o paciente deve procurar assistência medica imediatamente para saber qual é o procedimento adequado. Ela alerta que a falta de fisioterapia pode deixar seqüelas para toda a vida. "O paciente pode não andar, ficar mancando e até não realizar o movimento correto do membro".

terça-feira, 3 de março de 2009

QUARTOS ESPECIAIS

GABRIELA BRETTO

Existem no Brasil cerca de 27 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, isso corresponde a 15% da população (IBGE, 2008). A ergonomia de interiores, como já citado, vem engatinhado no país, A ABNT NBR 9050 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB–40), pela Comissão de Edificações e Meio (CE–40:001.01) e serve de regulamentação para a universalização de prédios públicos e áreas de grande circulação de pessoas, como as portarias e garagens de edifícios. Algumas leis de inclusão de deficientes tanto nas escolas como em postos de trabalho vem criando independência financeira para o deficiente. Com isso está surgindo um novo mercado consumidor, este mercado está buscando cada vez mais produtos e serviço voltados para as suas necessidades, como se observa na opinião a seguir:
“Eu acho que faltam produtos, não só do ponto de vista da arquitetura, mas mobiliário, pois o deficiente não quer ficar só na cadeira de rodas, ele quer ser transferido para um lugar confortável. Tenho certeza que há mercado para consumir este tipo de produto”. - Ricardo, engenheiro civil – cadeirante (Revista PEGN).
Um reflexo disto pode ser observado na criação de leis que garantem o consumo, por exemplo, de diárias de hotel e motel, através do Projeto 640:2003 em que 2% dos quartos de hotéis no Brasil devem estar adaptados para deficientes e a Lei 3.298/DF que além de ampliar essa percentagem para 4% das acomodações de hotéis estende esse número para os motéis.
Mas a adaptação de casas aos deficientes ainda é feita de forma quase empírica, não existem manuais e a maioria das pessoas utilizam a NBR 9050 como base e fazem adaptações conforme a própria vivência com a enfermidade de forma que não há hoje formação profissional que atenda a este grupo. Mas alguns conhecimentos básicos podem ajudar na hora em que o Designer se deparar com o desafio de ambientar um quarto para um portador de necessidades especiais, classificados conforme a deficiência.

1 Deficientes motores
O projeto de quarto de um deficiente motor deve ter pelo menos um espaço de 1,50 x 1,20m para que seja possível retornar com a cadeira de rodas ou andador (180º) o ideal é que seja possível realizar uma rotação em 360º, para isso deve-se dispor de uma área de 1,50 m de diâmetro. A Cama deve estar à mesma altura do acento da cadeira de rodas ou muito próxima, de forma que exija menos esforço muscular dos braços que já são sobrecarregados pelos movimentos de locomoção. Quando o orçamento permite pode-se optar por camas inclináveis que permitem uma melhor instalação e ajudam na transferência. Um interruptor ao lado da cama do tipo three-way é necessário para a maior comodidade ao acender e apagar a luz principal do quarto, outras fontes de luz como abajures devem ser usadas somente se estas permitirem o acionamento com certa facilidade. Aparelhos como ar-condicionados e televisores devem ter controle remoto.
Os armários mais indicados são aqueles que possuem portas de correr, caso o cadeirante more sozinho, será necessário dispor seus pertences até 1,20 m do chão. O uso de basculantes nos cabideiros pode ampliar está altura. A barras de segurança deverão seguir o padrão conforme a pegada do cliente elas variam entre 3,0 a 4,5cm de diâmetro para adultos e a partir de 2,5 cm para crianças.
2 Deficientes visuais
2.1 Totais
A forma de locomoção dos deficientes visuais totais em casa é pela contagem de passos, o Designer de dispor os móveis de forma a facilitar a circulação. Para evitar que o deficiente visual saia e deixe as luzes acessas podem ser adaptados avisos sonoros às luzes ou utilizar luzes com sensor de movimento e o piso com textura pode ser instalado ao redor de móveis e paredes para evitar colisões.
2.2 Parciais
Quando o deficiente visual enxerga parcialmente é preciso priorizar a claridade do quarto, para atenuar a dificuldade de ver os contornos pode ser explorado o contraste de cores como o preto e branco e não utilizar cores com tonalidades próximas como os tons pastéis.

3 Deficientes auditivos
3.1 Totais
Ser surdo ou ouvir mal causa desconforto, frustração e insegurança, a visão é, em certos aspectos, muito limitada para o individuo trocar informações com o meio. Para trazer conforto ao deficiente auditivo total o profissional tem que tentar alargar o campo visual. Isto é feito retirando paredes, colocando vidraças e espelhos, assim o deficiente pode saber o que se passa um pouco mais além. Como saber se está chovendo, o que os filhos estão fazendo, etc... As luzes do quarto precisar está em posição que diminua as sobras, principalmente nos rostos, por causa da leitura labial, por isso é recomendada a luz de baixo para cima também. O telefone deve ter um aviso luminoso quando tocar, ou pode-se utilizar uma ligação com a luz principal do ambiente de forma que ela pisque para que o deficiente saiba que o telefona esta tocando.
3.2 Parciais
Além dos cuidados já citados para deficientes auditivos totais. Deve-se pensar no conforto acústico, pois, na maioria das vezes, ruídos externos dificultam o entendimento e causam um enorme desconforto para o deficiente. Uma alternativa para lugares muito barulhentos são quarto com isolamento acústico.

4 Deficientes cognitivos

Como são inúmeras as deficiências deste tipo e todas de alguma forma se parecem, mas ainda assim não podem ser enquadradas no mesmo grupo, somente algumas colocações sobre as mais comuns serão abordadas. Antes, no entanto, vale ressaltar, que nos casos de deficiência cognitiva, assim como nas demais é importante uma entrevista com os profissionais de saúde que acompanham o cliente, de forma a planejar melhor o quarto, condizente com o trabalho desenvolvido com o deficiente e visando a sal máxima satisfação e conforto.
4.1 Autismo
Ao projetar um quarto para um autista é necessário saber que normalmente eles têm dificuldade de adaptação, eles precisam ter uma rotina e necessitam de quartos pequenos e visualmente limpos. Nos casos em que essas pessoas precisem realizar outras tarefas o ideal é sugerir a separação de ambientes – quarto para dormir, closet para vestir, ambiente de brincar, se for criança, ambiente de estudo ou trabalho se ele executa alguma dessas atividades. Se isto não for possível pode-se sugerir a utilização de divisórias no ambiente se o espaço permitir para tentar isolar visualmente as áreas, já que a cama pode fazer com que ele perca o interesse em outras atividades e vice-versa.
4.1 Síndrome de Dow
O adulto Dow apesar do déficit de aprendizagem leva uma vida doméstica quase normal. Como ele aprende por repetição a maioria dos Dows não necessita de muitas adaptações. Há que se considerar apenas os problemas de saúde paralelos como a apnéia do sono que influencia na escolha do colchão e do travesseiro. Como seu desenvolvimento é mais lento é necessário que o quarto seja também um ambiente estimulante, mesmo quando adulto pois eles tendem a se deprimir com mais facilidade. Cada caso deve ser sempre visto como único, pois nenhuma deficiência produz indivíduos iguais. Como as pessoas consideradas padrão o deficiente também gosta da sua individualidade e tem necessidades que lhe são próprias e particulares.

5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Sites:

PROJETO APROVADO OBRIGA HOTEL A TER QUARTO PARA DEFICIENTE http://www.nppd.ms.gov.br/noticia.asp?not_id=251

Lei garante acesso de deficiente a motel http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=53401


CASAS ADAPTADAS
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIR264807-5027,00.html

A LHerzog participa da edição 2007 do maior evento de Decoração e Design da América Latina, o Casa Hotel - WTC design floor by Casa Cor
site www.casahotel.com.br

Livros e documentos:

ABNT NBR 9050:2004. Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 97 p.

DOMAN, GLENN O que fazer pela criança de cérebro lesado. Rio de Janeiro, Auriverde. 1989 393p.