quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Casa Segura - entrevista

Encontrei esta reportagem no meu banco de "artigos" e compatilho com vocês !!!!

fonte: Revista O Dia, no.10 09/outubro/2009

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Design e Acessibilidade (2)

Esta pesquisa foi premiada no Programa de Iniciação Científica (PIC) / UVA.
... mas nosso compromisso com o tema terá desdobramentos em 2012.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ergonomia aliada ao Design

O design brasileiro possui a marca da criatividade como principal referência para os demais países. É um mercado em ampla expansão tendo sua aplicação em diversas atividades.
Nos últimos anos, novas modalidades de design tem sido inseridas no cenário profissional, dentre elas o design cênico que projeta palcos para teatro, música, balé, cenários para cinema e produções de TV; o webdesign que projeta websites e apresentações gráficas para a internet; o design de vitrines aplicado nas lojas, melhorando a exposição dos produtos, atraindo consumidores e facilitando as vendas e, o design de interfaces que projeta telas dos programas de computador.


Nos últimos 20 anos, a ergonomia vem servindo como importante ferramenta para o design na criação de um produto versátil e principalmente funcional. Mas por quê?
Bem, a ergonomia, assim como o design, é um campo de atuação em amplo crescimento e também engloba diversos ramos de atividades. Nada mais lógico do que unir preceitos ergonômicos ao design na busca de um produto não somente bonito, mas principalmente funcional e adequado ao uso a que se propõe.


O design está quase sempre associado ao bom gosto. Os melhores recursos que temos para chegar até o design são nossos sentidos, principalmente a visão e o tato.
Nos dias de hoje, não dá pra imaginar o processo de criação do design sem os conhecimentos da ergonomia. No entanto, é muito fácil encontrar este problema por aí. Quando lembramos daquela cadeira LINDA, que não conseguimos ficar nem 5 minutos sentados, chegamos a um bom exemplo do design desprovido de estudo ergonômico!


Hoje em dia, o design é conceituado por proporcionar a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, visando atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto, a segurança e a satisfação dos usuários.


O Design é justamente a capacidade de criar algo esteticamente agradável, funcional, seguro, etc. O designer não prevê apenas funcionalidade e estética. Deverá pensar nos aspectos que poderão pôr em risco a integridade física (saúde) tanto do consumidor final, mas de todos aqueles que irão manusear o produto, desde a sua produção até sua manutenção. Não é tão simples assim!
Nos últimos anos, temos observado que o design passou a ser uma poderosa ferramenta agregando valor ao produto industrializado, levando a conquista de novos mercados. As empresas têm utilizado o design como diferencial dos produtos.


Portanto, se a aplicação da ergonomia ao processo do design é implementada, o resultado deverá ser um produto atrativo e funcional. Máquinas, equipamentos, estações e ambientes de trabalho que integram a ergonomia ao design contribuem para a qualidade de vida, aumentam o bem-estar e o desempenho dos produtos.


Para Maurício Duque, diretor da ABRAPHISET - Associação Brasileira dos Profissionais de Higiene e Segurança do Trabalho - "a ergonomia é para o Design de um produto o que a farinha é para o pão, ou seja, não se faz pão sem farinha". Para ele, um produto que não tem concepção ergonômica perde sua mais importante qualidade que é a "usabilidade" com conforto e segurança, eficiência e eficácia.


Na concepção do produto, o designer deve levar em conta as características ergonômicas como verdadeira ferramenta de projeto. Para Duque, este será um fator importante de fidelização do usuário com o "novo conceito" dos produtos e com a empresa que os produz. "Os Designers que estiverem realmente de olho no futuro devem estar atentos a esta futura demanda, pois, será esta a ótica das empresas para conquistar seus clientes e garantir o sucesso de seus negócios".


autor: Beatriz Chimenthi, MSc

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pesquisa Design e Acessibilidade (1)

Apresentação da proposta + levantamento de problemas


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais Lisboa

Gosto tanto de estar em Lisboa que se fosse possível viria 2 ou 3 vezes no ano. É uma cidade linda, luminosa, amigável - tão diferente sendo tão igual - ao Rio de Janeiro, cidade onde moro e nasci.

Hoje (11/outubro/2011), peguei o elétrico E15 e fui para Belém. É sempre emocionante ver o Mosteiro dos Jerônimos .... tão grandioso. Atravessei os jardins porque meu destino era o Centro Cultural de Belém (CCB). Desta vez tive o prazer de ver e fruir o acervo Berardo. MARAVILHOSO !!!!!! E Vik Muniz, artista brasileiro da maior relevância, estava lá também entre fragmentos, re-leituras e integridade.

Creio que quando viajamos o olhar fica "solto" e a alma leve.

Quando na Mostra de Vik, entre imagens construídas de açucar e eu, estava um grupo de pessoas/visitantes com sérios comprometimentos físicos (portadores de necessidades especiais) que ouviam (?) com atenção uma guia do Museu que explicava com grande carinho aquelas obras, e as moças e rapazes percebiam a sua maneira, talvez com o coração, aqueles trabalhos.

Mais uma lição de vida. Intensa.

Obrigada, Lisboa


(Lourdes Luz, 11/out/11)

Vik Muniz
Entrada do CCB

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VIVENDO SEM BARREIRAS: UMA REFLEXÃO SOBRE A ARQUITETURA, O DESIGN E A NATUREZA.


O presente artigo não pretende ser conclusivo e sim um portal de idéias que visa, em primeiro lugar, chamar atenção para o papel de alguns projetos arquitetônicos e a relação que estabeleceram com a natureza e, posteriormente nos ajudar a refletir sobre a possibilidade de uma vida sem barreiras no contexto das sociedades contemporâneas.
Para que possamos começar a nossa investigação é necessário voltar ao passado remoto e nos defrontarmos com as construções das primeiras sociedades primitivas.
Segundo muitos pesquisadores os povos do período neolítico estabeleceram desde muito cedo uma relação estreita com a natureza e o cosmos, cultuando principalmente o Sol e a Lua. Podemos citar como exemplo a primeira construção que marcou a história da arquitetura, os famosos círculos de pedra de Stonehenge.
O design desta construção nos remete a proposta de um cenário cosmológico e circular que possivelmente pode estar relacionado a representação de eventos astrais. Porém, assim como Stonehenge, outras construções foram erguidas provavelmente com finalidades semelhantes. Estudiosos sobre o assunto chamam atenção para a possibilidade desses espaços arquitetônicos terem servido para rituais religiosos de conexão astral. Certo ou errado, o fato é que o homem, desde os primórdios, procurou estabelecer de alguma forma uma relação entre a arquitetura e a natureza através da sua intenção de chegar às alturas.
Podemos avançar agora um pouco mais para nos depararmos com as pirâmides projetadas no Antigo Egito. Para os egípcios as pirâmides representavam os raios de sol em direção a terra e alguns estudiosos chegaram a crer que o design das pirâmides seria a possível representação da constelação de Órion. Por este motivo o local de construção desses projetos era escolhido com critério já que a sua posição dependia da sua relação com a natureza. Muito embora pirâmides representassem a importância de uma vida espiritual para os egípcios, não podemos deixar de ressaltar que naquele tempo esses projetos arquitetônicos já eram símbolo do poder material dos faraós.
Caminhando mais à frente na História da Arquitetura, verificamos que a necessidade anterior de interligar as construções arquitetônicas à natureza e ao cosmos acabou se invertendo num desejo gigantesco de demonstração de poder. Podemos citar como exemplos, as catedrais góticas, os arranha-céus de Nova York e os novos prédios situados no Japão, na China e nos Emirados Árabes, onde se destaca o Burj Dubai, inaugurado em 4 de janeiro de 2010 e que possui 828 metros de altura e 160 andares.
Porém, essa necessidade de ascensão através de projetos arquitetônicos gigantescos e de design altamente elaborados nos coloca hoje diante de uma grande contradição.
Enquanto o homem rompe barreiras verticalizando suas construções de forma a representarem a extensão do seu poder material, a terra se mostra inquieta e insegura, e continuamente vem derrubando e desintegrando cidades inteiras mostrando assim a força do seu poder e a fragilidade dos alicerces de algumas construções, obrigando o homem a repensar suas formas de moradia e a sua sobrevivência nas cidades. Muito distante está o projeto arquitetônico primitivo que estabeleceu uma integração direta com a natureza. A arquitetura contemporânea já deixou para trás as necessidades espirituais e contemplativas dos projetos antigos e vem reafirmando a tendência dos tempos atuais cuja vida é cada vez mais dinâmica e materialista, o que se traduz na maior parte por construções em formato de torre que se espelham num sistema de prédios e condomínios simbolizando a expansão imobiliária das grandes cidades.
Entretanto, se o homem está conseguindo superar as barreiras para a construção de prédios gigantescos como o já citado Burj Dubai, ao mesmo tempo está criando outros limites, uma vez que a vida cotidiana nessas imensas torres contribui para a perda do contato direto com a realidade, isso porque a própria torre sugere uma cidade dentro da cidade, com regras e quem sabe até suas próprias legislações, estabelecendo assim fortes limites de convivência social e reorganizando o espaço físico do homem que antes era horizontal e que agora se estabelece através de metros e possíveis quilômetros verticais.
A partir de uma reflexão sobre as primeiras construções cujos designs favoreciam a aproximação do homem com a natureza, até as construções das torres arquitetônicas de design vertical, que albergam pequenos pulmões de áreas verdes em seu interior mas que contribuem para estreitar a relação social nas grandes cidades, nos perguntamos até que ponto os projetos arquitetônicos e de design contemporâneos, estão nos permitindo uma convivência mais plena com a natureza, a sociedade e a cidade? A arquitetura e o design dos prédios contemporâneos podem ser muito mais do que meras demonstrações de poder das grandes potências econômicas através da necessidade humana de alcançar as alturas?



Dayse Marques

Mª em História da Arte
Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2011

(o conteúdo do artigo é de responabilidade do autor)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

E o Braille ?

A tecnologia dedicada a ajudar deficientes visuais tem evoluído muito. Novas ferramentas vêm ampliando o acesso de cegos à informação escrita: audiolivros, softwares que leem em voz alta o e-mail que acabou de chegar, serviços telefônicos que leem o jornal pela manhã. Sem dúvida, uma mão na roda, que dá mais opções aos cegos.
Essas novidades conquistaram espaço. E, confiando nelas, os cegos estão deixando de ler. Estão apenas ouvindo. Há deficientes visuais que já aderiram completamente à tecnologia. Alguns professores de escolas para cegos também não veem mais espaço para o braile. Tanto que quase 90% das crianças cegas americanas estão crescendo sem aprender a ler e escrever. Isso é um sinal de progresso? Devemos celebrar o declínio do braile?
É verdade, a tecnologia permite a absorção rápida de muita informação. O problema é que essas novas ferramentas oferecem um tipo passivo de leitura. Ao contrário do braile, que permite uma leitura ativa. Com ele, o cérebro recebe as informações de forma diferente: além do conteúdo, absorve também as letras, a pontuação, a estrutura do texto.
A falta desse conhecimento pode prejudicar a formação de alguém. Aconteceu comigo. Perdi parte da visão aos 7 anos de idade. Aos 16, fiquei completamente cego. Não fui alfabetizado em braile quando criança, e tive de aprender a ler e escrever sozinho depois de cego. O aprendizado tardio prejudicou minha educação e minha confiança. Quando entrei na universidade, não podia soletrar. Sabia pouco sobre pontuação e regras gramaticais. Fiz um doutorado em administração da educação, mas a alfabetização limitada foi sempre uma barreira.
Hoje uso muita tecnologia de áudio. Com ela, posso ler o texto no computador em um ritmo de 250 palavras por minuto. Com o braile, leio 50 palavras por minuto. Mas a tecnologia é complicada para reuniões ou palestras. Se preciso ler um discurso que escrevi, buscar notas no meio de uma apresentação, consultar tabelas, só o braile evita que eu desvie a atenção do conteúdo principal.
É como para as pessoas que têm visão: rádio e TV são métodos úteis de conseguir informação, mas não substituem a leitura. Não quero dizer que a tecnologia de áudio não é importante na vida dos cegos. Ela é. Mas deficientes visuais necessitam de uma maneira eficiente de ler e escrever, como todo mundo. Isso significa que precisamos garantir o acesso a todo tipo de tecnologia que apareça e seja capaz de auxiliar. Sem esquecer também de trabalhar para manter o braile vivo.

* Fredric K. Schroeder é vice-presidente da Federação Nacional dos Cegos dos EUA. Ele perdeu a visão em decorrência da síndrome de Stevens-Johnson.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

“Nada Sobre Nós Sem Nós”

Com o tema “Nada Sobre Nós Sem Nós”, o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, Petrobras e OSCIP Escola Brasil , publicou no Diário Oficial da União do dia 2 de agosto, o edital do Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 – Edição Albertina Brasil Santos – que selecionará 30 iniciativas culturais já realizadas e que tenham propiciado a participação de artistas com deficiência na produção e difusão artística e cultural brasileiras, assim como ações, projetos e produtos culturais que possibilitaram acesso e acessibilidade a pessoas com deficiência.

Entre 15 de agosto e 30 de setembro, pessoas físicas, grupos informais e instituições podem inscrever suas iniciativas para o concurso nas categorias Expressão Artística e Acessibilidade que premiarão, respectivamente, 20 e 10 iniciativas de destaque em cada área. Cada premiado receberá R$ 12,5 mil. No total, o investimento será de R$ 385 mil. O prêmo tem patrocínio da Petrobras por meio da Lei Rouanet.

Em sua primeira edição, o Prêmio Arte e Cultura Inclusiva homenageará Albertina Brasil Santos, ativista com deficiência visual e pioneira na Administração Pública Federal, quando servidora na Fundação Nacional de Artes (Funarte), ao sensibilizar diferentes esferas de governo, assim como comunidades culturais, para a promoção do talento das distintas expressões de artistas com deficiência.

Como reconhecimento, será concedido também um prêmio de R$ 10 mil à família de Albertina Brasil, falecida em 2004, pelo seu trabalho de fomento às expressões culturais de pessoas com deficiência.

O prêmio visa ainda contribuir para a divulgação da obrigatoriedade e da urgência de se adotarem medidas de acessibilidade em espetáculos, manifestações e eventos artísticos, a fim de proporcionar a inclusão das pessoas com deficiência na vida cultural de suas comunidades. O edital em formato PDF, em formato Documento, portaria de refiticação e os anexos 1, 2 , 3 e 4 estão disponíveis. Nos próximos dias, estarão disponíveis as versões em libras e áudio do edital do concurso – que aceitará inscrições em ambas modalidades.

Dúvidas e outras informações referentes ao edital Prêmio Arte e Cultura Inclusiva 2011 podem ser esclarecidas na Escola Brasil pelo endereço eletrônico premioalbertinabrasil@escolabrasil.org.br e pelo telefone (61) 3202-1721.

fonte: turismoadaptado.wordpress.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mergulhando ..........

A HSA – Handicapped Scuba Association Brasil em parceria com a Scafo Mergulho e apoio da Turismo Adaptado, estão convidando pessoas com deficiência para participar gratuitamente de uma experiência de mergulho adaptado (batismo HSA). Será uma atividade dentro do curso de capacitação profissional em mergulho adaptado (Handicapped Scuba Association – HSA) que Lucia Sodré irá ministrar para profissionaos do mergulho convencional que desejam fazer a capacitação básica em mergulho adaptado, para poderem atender, da melhor forma, a pessoa com deficiência nas atividades de mergulho autônomo recreativo.

As vagas estão abertas para 3 pessoas paraplégicas, 3 pessoas tetraplégicas, 2 pessoas surdas, 2 pessoa cegas e 2 pessoas surdocegas, para as aulas de batismo em piscina. Portanto as vagas são limitadas para essa experiência. Os interessados deverão entrar em contato com Lucia Sodré através do email luciasodre@gmail.com. O evento acontecerá dia 1 de outubro às 9 horas, na Unidade de São Paulo da Scafo, sediada dentro do Centro Universitário SENAC, com localização na Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 – Santo Amaro.

Necessário:
1)Saber nadar (mesmo que “cachorrinho”) ou flutuar (de forma assistida no caso de pessoas com tetraplegia).
2) Atestado médico especifico para a prática do mergulho autônomo recreativo. CONSTAR: APTO PARA A PRÁTICA DO MERGULHO AUTÔNOMO RECEATIVO. Também, citar possível restrição.
3) Laudo médico (área de deficiência – causa. Pode ser cópia). No caso de não ter o laudo, o laudo – relato medico, deverá estar inserido no atestado médico (causa + consequência).
4) Formulário do candidato a atividade preenchido de forma completa e sem abreviaturas.

Este trabalho tem meta de tornar o mergulho mais acessível a pessoas com deficiência no Brasil, com a competência da Handicapped Scuba Association Internacional – HSA, organização internacional pioneira na área de mergulho adaptado, que irá capacitar instrutores em mergulho adaptado. A Turismo Adaptado irá estudar questões operacionais do turismo, como transporte, hospedagem, alimentação, atrativos turísticos e outros ítens necessários para formatar pacotes turísticos acessíveis a pessoas com deficiência, que incluam atividades de mergulho. A Scafo através da capacitação de seus profissionais e apoio ao trabalho da HSA no Brasil, está mergulhando fundo para se preparar para atender a pessoa com deficiência nas atividades de mergulho recreativo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O charme de Paris e a tradição de Londres acessíveis para pessoas com deficiência



Sou Ricardo Shimosakai, paraplégico e meu mochilão à Europa continua pela França e Inglaterra. Na edição passada, falei de Portugal e Espanha. Apesar das semanas longe da família e amigos, a imensa felicidade que sentia não dava brechas para a saudade. Parti de Barcelona e cheguei à estação Gare d’Austerlitz em Paris. Fui logo até o albergue Le D’Artagnan, mantendo meu padrão de viagem no melhor estilo aventura. E saí em seguida, feliz da vida, para conhecer essa cidade mágica. A rede de transporte da Paris é organizada de forma que linhas inteiras de ônibus acessíveis são posicionadas de maneira estratégica, alcançando todos os pontos turísticos.

Minha primeira parada foi o Centro Georges Pompidou, um grande centro cultural aparentando uma construção virada do avesso, com canos de água, eletricidade e ar condicionado diferenciados por cor e totalmente à mostra. O 6º andar oferece uma deslumbrante vista panorâmica da cidade, de onde é possível ver a Torre Eiffel, o Tour Montparnasse e a Montmartre, local da Igreja Sacré Coeur. O grande pátio à frente da entrada reúne diversos artistas de rua, como um circo a céu aberto.

No rio Sena, a Ile de La Cite é o endereço da Catedral de Notre Dame, palco de grandes acontecimentos como a coroação do imperador francês Napoleão Bonaparte. Os gárgulas, figuras monstruosas comumente presentes na arquitetura gótica no alto das torres, são a parte saliente das calhas dos telhados. O Corcunda de Notre Dame é uma lenda que foi transformada em livro, filme e até num dos clássicos desenhos de Walt Disney. O enredo conta a vida de um menino com deformidades, abandonado na catedral, que cresce escondido e um dia vê uma bela jovem sendo maltratada. Decide então sair de sua clausura para protegê-la, acendendo uma intensa paixão. È uma ficção, mas que de certa forma representa a realidade de muitas pessoas com deficiência.

Algumas quadras adiante iremos encontrar o Museu do Louvre, que é o maior e mais visitado museu do mundo com um acervo de mais de 350 mil objetos inestimáveis. Sua entrada, na forma de uma pirâmide de vidro, já é uma atração. Para percorrer o Louvre por completo, mesmo só passando, sem parar diante das obras, seriam necessários vários dias. Por isso concentre-se em suas obras mais importantes como a Vênus de Milo, que representa a deusa Grega do amor Afrodite, e a Mona Lisa de Leonardo da Vinci com um olhar que parece lhe perseguir por todos os cantos da sala. É um dos museus mais completos que já vi em relação à acessibilidade e inclusão. Além de possuir acesso a todos os lugares, mesmo com seu tamanho gigantesco, tem mapas de orientação à pessoa com deficiência, e programação de visitas a pessoas com deficiência visual e auditiva.

A Ponte Royal dá acesso ao Museu d’Orsay, que foi originalmente erguido para ser uma estação de trem. Destaca-se pela preciosa coleção de obras de Vincent Van Gogh, além de outros artistas ilustres como os impressionistas Manet, Monet e Renoir, e dos Pós-impressionistas Matisse e Toulouse-Lautrec. Mesmo quem não tem muito conhecimento sobre arte, acaba saindo maravilhado do local.
Ali perto é possível embarcar num passeio a bordo de um Bateau Mouche Restaurant, as famosas embarcações turísticas francesas, degustando a deliciosa culinária local, enquanto aprecia a fantástica arquitetura parisiense sob outra perspectiva. Esse passeio feito à noite é simplesmente fora de série. Depois siga para o Hotel Nacional dos Inválidos, que foi encomendado por Luis XVI para abrigar soldados inválidos, e onde alguns vivem até hoje. Inválido é como eram chamadas as pessoas com deficiência naquela época. Possui uma vasta história sobre a guerra, inclusive o túmulo de Napoleão. Quase ao lado, fica o Museu Rodin, residência do artista Auguste Rodin, escultor da famosa obra “O Pensador”, exposta em seus jardins.

O maior símbolo da França, a Torre Eiffel, possui o nome de seu criador Gustave Eiffel, e foi construída em um tempo recorde de dois anos. Essa imensa estrutura metálica, com mais de 2,5 milhões de rebites, consome 50 toneladas de tinta em sua pintura a cada 7 anos. A noite assume uma atmosfera mais romântica, devido sua iluminação que pode ser vista a quilômetros de distância. Se seguir até o Palais de Chaillot, além de lindas esculturas em bronze e majestosas alas em curva, também terá uma das melhores vistas da cidade.

Terminei a parte urbana visitando o Arco do Triunfo, concebido por Napoleão como símbolo de seu poder militar. Este monumento fica num ponto da cidade onde convergem 12 importantes avenidas, dentre elas a célebre Champs Elysées.

Aproveitei para ir a Disneyland Paris, situada a 32 quilômetros do centro, e dividida em dois grandes parques. A Disney desenvolveu critérios próprios de acessibilidade em seus brinquedos e atrações, utilizados em todos os parques da rede ao redor do mundo. O Walt Disney Studios Park é o local para descobrir o mundo fantástico do cinema e televisão, com quatro zonas, onde são apresentadas atrações e espetáculos alucinantes. A tradicional Disneyland Park é dividida em cinco áreas temáticas, onde a magia prevalece.

Hora de partir para meu último destino. A viagem de 495 quilômetros de Paris a Londres, pode ser feita através de um trem de alta velocidade em apenas duas horas e 15 minutos, por um túnel sob as águas do Canal da Mancha.

Fiquei hospedado no albergue YHA London Thameside, localizado na periferia. Dali segui ao Tate Modern, instalado às margens do rio Tamisa, num imenso local onde era a estação de luz Bankside Power Station. Na outra margem, algumas quadras acima, fica a Catedral de São Paulo, local perfeito para assistir um culto à tarde, ouvindo as vozes do coro. Contemplar a beleza ímpar de seu interior, no local onde foi realizado o casamento de Charles e Diana, é como se sentir parte da corte real.

Os famosos ônibus londrinos de dois andares possuem acessibilidade através de uma rampa acionada por um controle da cabine do motorista. Até o tradicional táxi pelo seu tamanho robusto, possui rampa e banco basculante, tornando possível a entrada do passageiro, junto com a cadeira de rodas. Mais que um transporte é uma grande atração. Através dele fui até o British Museum, o mais antigo do planeta. Possui 6 milhões de itens que abrangem 1,8 milhão de anos de civilização. Apesar de possuir atrativos turísticos seculares e dignos de preservação, nada impediu que o local se adaptasse de forma sutil e funcional para dar oportunidade a todos de contemplar suas belezas.
O próximo ponto visitado foi a lendária Trafalgar Square, palco para eventos públicos da cidade, situada à frente da National Gallery, principal museu de arte de Londres. Logo ao lado, a National Portrait Gallery, com lindas obras, como o retrato de William Shakespeare e cadernos com descrições em braile e desenhos táteis, em todos os andares.

Quer mais uma dica? Atravesse o Tamisa em direção à London Eye, para encontrar a maior roda gigante do mundo, onde os passageiros ficam em uma de suas 32 cápsulas que comportam 25 pessoas, num passeio de 30 minutos. As cápsulas proporcionam uma visão total com alcance de até 42 quilômetros, e giram 360 graus graças a um incrível sistema automático de nivelamento. Do outro lado do rio, as Casas do Parlamento compõem um majestoso conjunto ao lado do Big Ben, símbolo maior da pontualidade britânica, com seu barulhento soar das horas. Logo atrás fica a Abadia de Westminster, onde estão enterrados os corpos do físico Isaac Newton e do naturalista Charles Darwin.

Na época do outono na Europa, as plantas assumem diversas cores e tonalidades e as ruas e parques ficam repletos de folhas que caem das árvores, numa verdadeira obra de arte da natureza. Conhecer os parques londrinos passa a ser uma tarefa ainda mais deliciosa. De quebra você ainda vai dar de cara com o Palácio de Buckingham, voltado para o St.James’s Park e o Green Park. E a tradicional troca de guarda é um espetáculo à parte. O Hyde Park, que é a cara de Londres, também é o maior deles em relação à quantidade de área verde. Todos, além de lindos, são acessíveis e planos, facilitando a locomoção.

Perto dali, três locais imperdíveis. O Museu de História Natural, que conta a fascinante história da vida na terra. O Museu de Ciências, cujas exposições interativas mostram o desenvolvimento científico e tecnológico através de séculos, e o Victoria & Albert Museum, simplesmente o maior museu de arte decorativa do mundo.

Fazer compras também é um ótimo programa. A Knightsbridge e a Oxford Street têm lojas de departamentos de elite, enquanto que a Portobello Road é mais eclética e econômica. Vá até a Kings Road se quiser comprar peças de decoração, ou então siga para a Regent Street, onde se encontra a Hamleys, a maior loja de brinquedos do mundo, ou ainda para a Tottenham Court Road, com dezenas de lojas e as novidades do mundo eletrônico. À noite, aproveite para ver o divertido museu Belive It or Not! (Acredite se Quiser!), visitar a iluminada esquina da Picadilly Circus ou passear de riquixá na Chinatown de Londres.

A maioria dos museus e atrações de Londres e Paris é gratuita para pessoas com deficiência, com identificações de acessibilidade visíveis e confiáveis. Como você pode perceber, opções e condições para se divertir não faltam. Então, está esperando o que? Mochila nas costas e boa viagem!


Dica de viagem
Mesmo em uma viagem independente, é sempre bom entrar em contato com associações ou empresas, ligadas à pessoa com deficiência. Caso precise repor sondas uretrais ou consertar sua cadeira de rodas, saberão lhe indicar o local certo onde procurar.



* Este texto foi escrito para a seção Turismo da Revista Sentidos. São Paulo, Editora Escala, ano 8, n.52, p.58-61, maio de 2009.

Comissão aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (31/8) medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos portadores de necessidades especiais, se for verificado que o aluno precisa de atendimento individualizado.

A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 8014/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).A legislação brasileira incentiva a inclusão dos portadores de deficiência no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos portadores de deficiência matriculados nas escolas regulares.

O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.Para o relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), o cuidador é indispensável para alguns alunos com maior grau de dependência e vai melhorar o rendimento desses alunos. “A oferta desse tipo de apoio resultará na maior participação do educando nas atividades escolares, uma vez que o cuidador estará pronto a auxiliá-lo no desempenho das atividades da vida diária que não consegue realizar sem ajuda”, argumentou.Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada.

fonte: Notícias da Educação de 05/setembro/2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estudantes com deficiência participam de jogos em SP de olho nas Paraolimpíadas de 2016

Em São Paulo os estudantes de 23 Estados brasileiros e do Distrito Federal que participam das Paraolimpíadas Escolares, realizadas em São Paulo, têm a oportunidade de representar seus Estados, serem observados para a seleção das Paraolimpíadas de 2016 e ainda voltam para casa com status de "celebridade".


Marcelo Augusto de Oliveira, 18, é deficiente visual e pratica atletismo há quatro anos, com o guia e treinador Josimar Macula, 26. O guia conta que quando eles voltam para casa, em Santa Catarina, Marcelo é recebido com festa: “Ele chega cheio de medalhas e quase não tem aula, porque o pessoal fica curioso querendo saber como foi a competição e a viagem”.

Estudantes de 23 estados brasileiros e do Distrito Federal participam das Paraolimpíadas Escolares, em São Paulo Fernando Pilatos/UOL. Na natação, Andrey Pereira, 14, tem atitude e discurso de atleta profissional. “Se Deus quiser vamos chegar nas Paraolimpíadas de 2016 e eu vou alcançar meu sonho”, disse o garoto que teve uma das pernas amputadas em consequência de uma meningite aos dois anos de idade. Andrey é de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e contou que agora recebe o apoio de todos os colegas de classe, mas que nem sempre foi assim: “Mudei de escola faz pouco tempo e agora eles reconhecem mais o meu trabalho. Antes competia pelo colégio e não ganhava nem agradecimento do diretor”.


O técnico de Andrey, Marcos Rojo, acredita que essa geração de estudantes atletas tem tudo para estar nas Paraolimpíadas de 2016: “Se eles continuarem com a mesma determinação e vontade, com certeza vão brilhar na equipe principal”. Rojo também é técnico nacional da seleção brasileira paraolímpica de natação e do campeão paraolímpico Daniel Dias, inspiração para os jovens nadadores. “Para participar dessa competição, o atleta tem que estar estudando. E eles estão virando estrelas nas escolas, já dão até palestras, e o Daniel Dias incentiva bastante a garotada”, disse o treinador.
“A natação já me deu muitas alegrias. Antes eu tinha vergonha, porque sentia que todo mundo olhava diferente para mim. Hoje, eu não sinto mais isso e sou muito feliz em nadar”, contou Lucas Lamente, 13, que também é do interior de São Paulo. “Na escola, o pessoal fala que nem parece que eu tenho alguma deficiência. Eu não sofro preconceito e todo mundo me apoia, o que é muito bom”, disse o jovem nadador.


Natação como instinto
Morador de uma ilha no Pará e filho de uma barqueira, João Paulo de Moraes Silva, 13, aprendeu a nadar por instinto. “A mãe dele diz que ele aprendeu a nadar com três anos, quando uma irmã o jogou de cima da ponte para dentro do rio”, contou o treinador José Luiz Moura. E o garoto, que começou a treinar esse ano, já faz parte da delegação paraense que trouxe 92 estudantes para o evento.
Para treinar, João encara uma pequena maratona de aproximadamente 22 quilômetros. Ele pega um barco da ilha até o porto, depois vai de ambulância até a escola e, por fim, vai de transporte escolar até o clube onde treina.
Essa foi a primeira vez que João saiu do Pará e, segundo o técnico, ele é o “xodó da delegação” e recebe bastante apoio da comunidade ribeirinha em que vive. Um pouco tímido com as câmeras e flashes do evento e sentindo dores após uma das provas, João falou pouco com a reportagem, mas quando estava entre os colegas paraenses mostrava-se bastante feliz por participar das provas.


Diferença entre competidores
O Rio Grande do Sul teve uma única representante no judô: Luiza Guterres Oliano, 14. A modalidade é só para deficientes visuais e mistura competidores sem nenhuma visão com aqueles que possuem visão parcial. Luiza treina desde os 6 anos e está acostumada a lutar pessoas sem nenhum tipo de deficiência.
“Na forma de lutar não sinto nenhuma diferença, mas fora tem. O pessoal das paraolimpíadas se relaciona mais, são mais amigos”, afirmou Luiza.


As Paraolimpíadas Escolares
A competição, realizada entre os dias 26 e 31 de agosto, espera reunir 1.232 competidores, em dez modalidades: atletismo (para jovens com deficiência física, intelectual e/ou visual), natação (também disponível para as três deficiências), futebol de cinco (para deficientes visuais), futebol de sete (para deficientes físicos), goalball (para estudante com deficiência visual), tênis de mesa (para deficientes intelectual e/ou físico), bocha (para deficiente físico), judô (para deficiente visual), tênis em cadeira de rodas (voltado a deficiente físico) e voleibol sentado (para deficiente físico).
Só podem participar das paraolimpíadas alunos regularmente matriculados no ensino fundamental e médio das redes pública e particular de todo o País. Todas as modalidades são reconhecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional.

fonte: Notícias da Educação / Prof.Raulino Tramontin




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Color Add - códigos

El diseñador portugués Miguel Neiva ha creado un sistema de identificación de colores que permite a los daltónicos reconocer de una forma rápida los colores mediante asociación de símbolos.
El código está basado en los colores primarios: azul, amarillo y rojo. Éstos, combinados entre sí, dan como resultado los símbolos para los colores secundarios. Además, ColorAdd® tiene símbolos especiales para el negro y el blanco; esto permite que unidos al resto de símbolos se pueda diferenciar entre tonalidades más claras y oscuras.









segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EQUIPOTEL CONFERENCE

A Equipotel 2011 confirma a importância de sua realização para os setores de hotelaria e gastronomia e anuncia a programação do 6º Equipotel Conference, evento inserido na Feira e que acontece durante os 4 dias da Equipotel. O Equipotel Conference foi idealizado para gerar debates e troca de experiências sobre as atuações nos segmentos de hotelaria e gastronomia a fim de aprimorar o conhecimento entre os profissionais destas áreas com o objetivo de oferecer o melhor em serviços aos clientes.



Este ano, o Equipotel Conference terá um formato diferenciado. Os dois auditórios sediarão quatro workshops – Excelência em Serviços, Gestão, Governança e Gastronomia – e três fóruns – Arquitetura Sustentável e Acessível, Administração de Spas e Investimentos Hoteleiros -, realizados em parceria com importantes instituições brasileiras, como Universidade Estácio, ABC Spas, HotelInvest, Instituto Brasil Acessível, Sistema Ambiental, Mapie e, novamente, Associação Brasileira de Governantas e Profissionais da Hotelaria (ABG).



Os temas dos workshops que devem ter maior atenção dos profissionais são: ‘O papel das mídias sociais’, ministrado por Gustavo Machado, professor e diretor da agência Sitz Comunicação Integrada; ‘Foco e tendências na excelência em serviços’, apresentado por Mariana Morato, professora de graduação no curso de Hotelaria e diretora de Desenvolvimento do Turismo na Tur-SP; ‘O atendimento e a padronização dos serviços para atingir a melhor produtividade’, ministrado pela presidente da ABG, Maria José Dantas; e ‘O impacto da mídia social na indústria do serviço’, por Carlos Aldan, presidente do Grupo Kronberg.



Grande novidade do Equipotel Conference este ano é a inclusão de fóruns que apresentarão tópicos variados de discussão, todos muito ligados ao segmento. São eles: ‘Arquitetura sustentável e acessível’, que será dividido em dois painéis, o primeiro é sobre ‘Acessibilidade’ que será moderado por Rogério Romeiro, arquiteto, membro da Comissão Permanente de Acessibilidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Município de São Paulo (SMPED). Esse painel apresenta as temáticas de sinalização, postura da prefeitura e exigência para hotéis e arquitetura acessível.



O segundo painel do fórum é ‘Sustentabilidade’ que será moderado por Carolina Piccin, sócia-diretora da Sistema Ambiental e será apresentado os seguintes temas para discussão: arquitetura bioecológica, estratégias para uma arquitetura sustentável e materiais mais sustentáveis.


Dia 13/09 – Fórum de arquitetura Sustentável e Acessível (em parceria com o Instituto Brasil Acessível e Sistema Ambiental)
14h30 – Painel I – Acessibilidade- sinalização- postura da prefeitura e exigência para hotéis- arquitetura acessível
Moderador: Rogério Romeiro – arquiteto, membro da Comissão Permanente de Acessibilidade da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Município de São Paulo (SMPED) e titular da Rogério Romeiro Arquitetura.
Participantes:Frederico Arco – Presidente da Associação Brasileira de Sinalização Ambiental (ABSA), sócio-proprietário da Springs Signs Sinalização Gráfica e diretor geral da Arco Sinalização Ambiental.Silvana Cambiaghi – Arquiteta da Secretaria da Pessoa com Deficiência da Cidade de São Paulo e docente dos cursos de Acessibilidade no Senac, Fupam e FAUUSP.Sandra Perito – Diretora-presidente do Instituto Brasil Acessível e proprietária da Marcondes Perito Engenharia e Arquitetura.



17h30 – Painel II – Sustentabilidade - arquitetura bioecológica- estratégias para uma arquitetura sustentável- materiais mais sustentáveis
Moderadora: Carolina Piccin – sócia-diretora da Sistema Ambiental e docente do INBEC, UNIP e do Instituto Europeu de Design (IED)
Participantes:Flávia Ralston – arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU/USPMarcelo Todescan e Frank Siciliano – sócios do escritório Todescan Siciliano Arquitetura.Thiago Maia – designer formado na Escola Superior de Desenho Industrial (UERJ) e sócio da Fibra Design.



Serviço: Equipotel 2011



Data: de 12 a 15 de setembro de 2011. Horário: das 13h às 21h (acesso até as 20h)



Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – São Paulo/SPEndereço: Av. Olavo Fontoura, 1209Para credenciamento e informações, acesse www.equipotel.com.br
Traslados gratuitos entre estação do metrô Tietê e Anhembi a cada meia hora, a cargo da Transfer Express.Horário de saída do primeiro ônibus: 12h – Shopping Estação, metrô Tietê.Horário de saída do último ônibus: 22h – Portão 5, Pavilhão de Exposições do Anhembi.




Fonte: Maxpress

5° Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência

Assim Vivemos

ENTRADA FRANCA.
No Centro Cultural Banco do Brasil.
Rio de Janeiro: Rua Primeiro de Março, 66. Centro.
De 16 a 28 de agosto.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Idosos e a Cidade

Tenho um estranho hábito de guardar artigos de jornais e revistas cujos temas me interessam. Ainda bem que pude digitalizar todo este meu arquivo.
E fazendo uma nova leitura encontrei OS IDOSOS E A CIDADE na Revista O Globo de 19 de junho de 2005.
Vale uma reflexão.










terça-feira, 16 de agosto de 2011

Carta de pessoa portadora de deficiência visual

Manifestação escrita por Daniel Monteiro, após incidente no qual, foi impedido de embarcar com seu cão-guia através da companhia aérea TAM. Veja a seguir, o texto escrito pelo próprio protagonista:


Prezados senhores,
Meu nome é Daniel de Moraes Monteiro. Sou pessoa com deficiência visual e há mais de 05 anos concecutivos, faço uso do transporte aéreo por todo o Brasil, invariavelmente acompanhado por meu cão-guia Mac, da raça labrador, com quem chego a voar até 02 vezes na mesma semana, por diversas companhia aéreas.


Tal situação é possível por conta da legislação acerca do tema: decreto 5296/04, 5904/06 e leis 10048, 10098 e 11.126/05, os quais asseguram, dentre outras medidas, a entrada e permanência de cães-guias em todos os locais de uso público e coletivo no Brasil, inclusive o transporte aéreo, punindo aqueles que tentarem obstarem tasis disposições. Para fazer jus ao premissivo legal sempre andei com a documentação do referido cão em ordem, conforme disposição da própria legislação vigente.


Vale lembrar que desde 2006 especificamente deixou de ser exigido dos usuários de cão-guia o transporte de guias de trânsito de animais e também de atestados de saúde dos cães para viagens, conforme legislação acima exposta. Me dirijo a vossas senhorias para relatar um acontecimento pelo qual passei ontem, quando estava na cidade de Vitória, retornando para São Paulo após proferir palestra em um evento. Ao chegar no aeroporto de Vitória me identifiquei à supervisora do atendimento da TAM linhas aéreas, de nome Viviane Bruschi.


A mesma informou que o vôo no qual eu viajaria originalmente, com horário de decolagem prevista para as 17:00H já estava encerrado, pelo que eu deveria embarcar no próximo, com decolagem prevista para as 19:15H, o que aceitei prontamente. Enquanto fazia meu atendimento, a mesma solicitou os documentos do cão-guia como de costume, no que foi atendida, no que para mim parecia ser o encerramento de mais uma viagem dentre tantas que faço, sendo a sexta consecutiva nos últimos 30 dias. Para minha surpresa a senhorita Viviane questionou se eu havia tirado algum atestado do cão para poder viajar.


Expliquei que não era necessário, conforme expus acima, tentando fazê-la entender que tal procedimento era descabido. A mesma então disse que eu não poderia embarcar, pois o “procedimento da companhia” exigiria tal apresentação. Insisti e a supervisora em apresso se propôs a consultar sua direção e supervisão, pelo que se recusaria a liberar meu cartão de embarque.


Após longos minutos e sem saber o que estava acontecendo retornei ao balcão de atendimento, e depois de mais uma espera a senhorita Viviane regressou dizendo que nada poderia fazer, pois a legislação apenas proibia de exigir o uso de focinheira, mas não proibia de exigir atestado de saúde do animal. Desta forma fica caracterizada a interpretação restritiva de uma lei, em malefício de ma pessoa em situação desfavorável, pois não sou morador daquela cidade e estava necessitado de retornar para minha residência.


Desesperado saí à procura de um balcão da ANAC, que não existia naquele momento, pois a sita da agência não tem funcionamento naquele aeroporto aos domingos. Não encontrei qualquer ajuda, até que encontrei algumas pessoas conhecidas, que coincidentemente voariam junto comigo.Tentamos repetir as explicações já dadas, mas nada foi feito e mesmo com a presença da Polícia Militar, que fora chama por último recurso nada foi feito, a funcionária continuou dizendo que deveria cumprir o procedimento da empresa aérea, que fora aprovado pelos órgãos competentes.


Pedimos então o endere
ço do bilhete para outra companhia que me transportasse e que cumprisse o que está disposto na legislação, MS a funcionária continuou se recusando, talvez por medo de reconhecer que estaria errada, alegando qualquer desculpa. Pedimos então para tomar conhecimento da tal normativa, mas não pudemos pois documentos de caráter interno não podem ser exibidos aos passageiros, como se estes tivessem mais valor que a legislação do Brasil.

Só pude contar com o apoio de colegas moradores da cidade e de policiais militares, os quais me ajudaram a providenciar a ida até a delegacia mais próxima para registar boletim de ocorrência. Como último recurso, por puro desespero de não ter como retornar para São Paulo fui obrigado a procurar uma clínica veterinária, que mediante pagamento de consulta, no valor de R$90,00 (noventa reais) emitiu um atestado de saúde para meu cão, para que eu tivesse permissão de viajar.


Só pude retornar para São Paulo em um vôo da mesma companhia às 23:00H de domingo, chegando ao meu destino final apenas às 02:00H de segunda-feira.Requeiro a vossa intervenção no sentido da garantia de direitos humanos, do simples respeito e da dignidade estendidas a todos os seres humanos, valores estes que me foram negados em um ato tão simples como o de voltar para casa após uma viagem de trabalho.


De nada adianta embarcar em um vôo com todo o conforto, com som ambiente e outros agrados aos passageiros, se para poder exercer o direito de ir e vir precisamos nos sujeitar a toda a sorte de humilhações e dissabores. Desde já agradeço a vossa atenção e disponibilidade.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

1o. SEMINÁRIO ESTADUAL DE ACESSIBILIDADE EM MUSEUS E INSTITUIÇÕES CULTURAIS / RJ




Avianca surpreende no atendimento ao cliente Surdo

Esta matéria foi escrita por Neivaldo Zovico para o Blog Acessibilidade para Surdos. Neivaldo é consultor e palestrante sobre acessibilidade para surdos e deficientes auditivos, membro da Comissão de Estudos da Acessibilidade de Comunicação e Visual para pessoas surdas e deficientes auditivos – ABNT, Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da FENEIS.
Aconteceu em maio de 2011, após eu ter comprado passagens aéreas para ir a Brasília para a passeata dos surdos em favor da proposta de Educação de Surdos. Esta proposta foi rejeitada na Conferência Nacional de Educação – PNE em 2010 e agora será a oportunidade de retomarmos esse assunto importante na Educação dos Surdos do Brasil. A compra foi realizada através do canal de vendas da internet da empresa de aviação Avianca.


Depois da compra já realizada, fui convidado pelos dirigentes da comunidade surda para ficar mais um dia para realização da minha palestra “Direitos dos Cidadãos Surdos” e por essa razão necessitava alterar minha viagem de volta. Mas fiquei desesperado pois moro e convivo sozinho em casa e não havia ninguém para me ajudar a fazer a alteração do horário.


Mandei email para o canal de SAC da Avianca, explicando que sou surdo e precisaria conversar com alguém pessoalmente ou que me atendesse para fazer alteração do horário de vôo. Como resposta, solicitaram que eu ligasse para o telefone para surdos com número especifico para pessoas com deficiência auditiva, o TTS ou TS.


Porém, este tipo de telefone é um tipo de comunicação atrasado que eu deixei de usar há mais de anos e em casa nem tenho mais linha para este tipo de comunicação. Não iria a rua para procurar um destes telefones, porque hoje praticamente todas as pessoas Surdas usam SMS dos celulares e também chat on line como forma de comunicação a distância em casa. Todos os Surdos acompanharam a evolução da tecnologia e agora usam o celular e o telefone sem fio conforme a pesquisa que já foi realizado pela revista reação e ou no site


Solicitei então para meu amigo me ajudar, e ele mandou mensagem pelo twitter para o canal da Avianca pois estava preocupado com medo de não ter mais lugar para alteração de minha passagem. Meu amigo então enviou mensagem falando da minha dificuldade em ser Surdo e não ter nenhuma forma de comunicação viável para meu atendimento. Então o SAC da Avianca me enviou mensagem pelo twitter dizendo que poderia me atender pelo MSN para resolver meu problema de horário e me prometeu iniciarem um canal de atendimento online em 60 dias no site deles.


Fiquei contente pois prestaram atendimento rápido ao meu problema, mas foi graças às novas tecnologias que os Surdos começaram a usar como TWITTER, que eu pude ter contato direto com o SAC da empresa. Espero que outras empresas comecem a usar também estes tipos de atendimento, ao invés de TS ou TTS – telefone para surdos, pois o reconhecimento dos clientes Surdos é importante para todas as empresas do Brasil de todos os setores.




Fonte: Acessibilidade para Surdos http://acessibilidadeparasurdos.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Depoimento de um aluno da UVA portador de nanismo sobre sua vivência de campo, na Ilha Grande – Angra dos Reis-RJ

"Gostei bastante de ter participado da vivência de campo em grupo de alunos de diferentes cursos da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida, na Ilha Grande – Angra dos Reis-RJ, não foi mais prazeroso, porque eu estava com alguns problemas nas pernas (coisas da coluna), o que fez com que a "caminhada" ficasse tensa não só pelos obstáculos naturais.


A Professora Danielle Spada, coordenadora do evento, conhecida e chamada carinhosamente por todos nós simplesmente como Dani, nos comunicou que o percurso do caminho seria em torno de 20 minutos. Deduzi então, que seria uma coisa rápida, mas, não foi assim!


O caminho tornou-se difícil, com pedras que nem conseguia subir sozinho e lugares altos, que devido a minha estatura dificultava mais ainda o acesso pra mim. Lembro que muitas vezes a orientadora do ambiente que estávamos conhecendo fazia algumas paradas para explicar detalhes sobre o local. Mas, até eu conseguir alcançar o grupo para ouvir a explicação, ela já tinha terminado de falar. Situação esta que se repetiu muitas vezes, ou porque sentia as dores ou porque não conseguia chegar a tempo.


Bem apesar do percurso e do que para mim se tornou uma longa caminhada, o que fez com que na volta tivesse que utilizar um taxi boat, pois não conseguiria voltar tudo a pé, a vivência foi legal, a oportunidade de interagir em grupo, o conhecimento adquirido, proporcionou um novo olhar de um bonito lugar. Pronto só isso! Espero ter ajudado ai D: "



Esta perseverança é um exemplo para todos nós.

Lourdes Luz

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma situação constrangedora

Outra visão
Ao ler um artigo em jornal, no domingo 26 de junho, sobre pessoas com deficiência no mercado de trabalho e o relato de que o grande desafio é o preconceito, lembrei-me de um fato acontecido comigo.
Há uns três meses atrás entrei em uma Farmácia destas que tem um letreiro bem grande “Aqui funciona uma farmácia popular”, em busca de um medicamento específico para tratamento neurológico de uma pessoa idosa.
Na época, já alguns outros estabelecimentos iguais haviam dito estar em falta. Mas, a necessidade levou-me a continuar procurando, o estabelecimento estava com um quantitativo de clientes respeitável, a maioria idosos.
Porém, não havia ninguém disponível para dar uma primeira informação, o que obrigava todos a se aglomerarem no balcão, fosse para efetivar a compra, pesquisar sobre a existência do medicamento ou preço.
Resultando na formação de uma fila bem extensa, num espaço apertado, que contribuía bastante, para um mal estar geral. Eu, como todos, ansiava ser atendida, no entanto, quando cheguei perto do balcão fui interpelada por uma pessoa idosa que exigia seu direito de atendimento preferencial. Tal situação, levou-me a buscar de outra forma a informação se havia ou não o medicamento sem permanecer na fila e correr o risco de mais uma vez ter que ceder meu lugar.
Dirigi-me a uma jovem e perguntei sobre o tal medicamento, esta sequer me olhou. Tomada de total indignação, indaguei alto quem era a gerente. Após alguns minutos e por já estar sendo criada ao meu redor uma roda de pessoas que haviam percebido o ocorrido e também se exaltaram, surge alguém que se apresenta como a responsável e com um total desdém informa que não há o medicamento, finalizando que é preciso ir para a fila para ser atendida. De imediato, mesmo sem necessidade, narrei o acontecido. Ela muito à contragosto, diz entre os dentes: “Senhora, ela é muda”.
A minha indignação deu lugar a vergonha, eu, cidadã havia interpretado o silêncio de alguém que não portava um crachá sinalizando sua dificuldade, colocada de forma desrespeitosa e vexatória por parte desta gerência em uma situação que poderia trazer maiores problemas, como uma tremenda falta de educação e profissionalismo. Naquele momento pude perceber o quanto há de verdade no relato de pessoas com deficiência quando com toda a propriedade colocam que “a lei facilita o acesso de pessoas com deficiência no mercado, mas não reduz o preconceito”.
O mais triste é ter a consciência que o preconceito é definitivamente a maior deficiência do ser humano.


autor: Tania Werneck

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Núcleo de Pesquisa Vida sem Barreiras completa 6 anos



Incorporado desde 2005 ao Curso de Design de Interiores, o Núcleo tem como objetivo ajudar a vida de pessoas portadoras de necessidades especiais. Hoje o foco são os portadores de nanismo.


fonte: Veiga em Foco - Universidade Veiga de Almeida

n.33 * Maio 2011 * Ano 10

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ser turista nem sempre é facil .....

Um pouco mais de Marcelo Correio para o Vida sem Barreiras:
"Enquanto o ônibus não vem, sinto a vida pulsar em cada esquina, como se o mundo estivesse aos meus pés. Mas quando a porta se abre e as pessoas sobem e descem, eu vejo que não é bem assim ......."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vida sem Barreiras recomenda:



O livro de Marcelo Correia - TURISMO para Portadores de deficiência física.
O livro com uma linguagem leve e de fácil entendimento, aborda dificuldades e aponta soluções que proporcionem qualidade de vida para diferentes portadores de deficiência.
De forma inclusiva, dá dicas sobre a melhor forma de convivência e suporte quando necessário.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Institutos federais Campus gaúcho cria tecnologias para pessoas com deficiência

O campus Bento Gonçalves, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, é notoriamente conhecido pelo desenvolvimento de tecnologias assistivas, que proporcionam melhorias consideráveis para a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Atualmente, está desenvolvendo um protótipo de mouse de computador que futuramente poderá ser utilizado até por quem tem apenas um movimento corporal.

Já existem duas versões do equipamento, criadas pelo núcleo de atendimento às pessoas com necessidades especiais (Napne), e uma terceira está em andamento. Com ela, o usuário que tiver apenas um movimento corporal poderá acioná-lo. Por exemplo, se a pessoa tiver o
movimento dos olhos para direita ou para esquerda, os eletrodos ajustados à sua face captarão e movimentarão o cursor. A estimativa de custo é de R$ 50,00.

O campus Bento Gonçalves idealizou também uma bengala que identifica poças de água em dias de chuva e dá o alerta para deficientes visuais. A bengala tem uma ponteira constituída por um sensor. Quando a poça de água é identificada, a bengala vibra e avisa o usuário.

“Estamos dando mais um passo na inclusão de pessoas com deficiência. É um trabalho de formiguinha, mas que tem um impacto gigantesco na vida de milhares, uma missão gratificante e que estimula a continuar buscando novas tecnologias”, afirma a reitora do instituto, Cláudia Shiedeck de Souza.

Ana Júlia Silva de Souza
Brasília, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Terapia intensiva de calor humano

Vale a pena resgatar as boas práticas.
Por Flávio E. Nacul
O Globo (Revista)
Ano 2 no. 59 11/setembro/2005

terça-feira, 26 de abril de 2011

Expressão: O Gosto amargo, do dia seguinte ...

A segunda feira recomeça com a cafeteira ligada, o banho, o café rápido, acompanhado aos meios de comunicação. A necessidade de estarmos informados e tanta, que me pego com a TV ligada e o rádio em um canal só de notícias. Afinal, além de administrar o horário de saída de casa, temos que nos preparar emocionalmente para agüentar o trânsito, e hoje, um gosto amargo.

O gosto amargo do não entendimento de um momento de fúria que ceifa vidas, a sensação do cansaço advindo das intermináveis coberturas de tal tragédia fomentando de forma insistente, a dor da perda , a sensação de impotência. Penso, tem que ser útil!

A realidade é que não só dentro do mundo acadêmico, escolas ou universidades temos tido situações isoladas de fúria, pretensão, agressividade, No dia a dia, cada vez mais, somos atropelados uns pelos outros. Minha última experiência com relação a minha “invisibilidade humana”, foi ter sido atropelada por um carrinho de bebe (não estava vazio, o choque poderia tê-lo virado e o bebe ter se machucado) estava sendo conduzido por uma mãe jovem, que sequer esboçou uma reação. Constatei estar realmente invisível, mas o que mais me doeu foi pensar que ela será responsável pelo adulto, ora em formação.

No momento em que nos conscientizarmos que somos os co-autores de tal acontecimento, poderemos dar um novo passo para o futuro. Não sem antes pagarmos o ônus da falta do debate sério sobre que sociedade está sendo construída.

Afinal o que é o bullyng senão um ato cruel, cruel no sentido de sentir-se bem em divulgar o que acha feio, pequeno e sem valor no outro. Descobri que a crueldade cega e nos emburrece, na medida em que faz com que o agressor se ache! Ela cega, porque não nos permiti nos vermos, quem é perfeito ou se acha?! (Todos nós temos algum ponto do corpo que não nos agrada, ou uma dificuldade emocional que precisa ser trabalhada)!

O que podemos esperar de uma sociedade que usa os meios de comunicação para dar valor ao corpo belo, ao glamour dos corpos sarados! E paralelamente, não veicula uma campanha de reflexão sobre o respeito ao outro, que fisicamente não é tão atraente, mas que pode, por ser vítima, transformar-se em algoz, por uma burra e cega intolerância?!


Tânia Werneck
Rio, 11 de abril de 2011.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Diário de bordo... Segundo dia

Castelo de São Jorge, Lisboa
Como toda a mulher não poderia faltar no nosso assunto o consumo feminino. Assim, aproveitamos o fim da tarde para ver “as modas” e as liquidações no shopping. Não é muito simples fazer escolhas para quem é cadeirante, Marina esclarece que as calças precisam sempre ter uma abertura na parte de baixo, para a realização da retirada de urina, que o melhor modelo deve sempre ter stretch, cintura alta, boca larga para facilitar a colocação e retirada, sem zíper e botões, nada simples ! As blusas e camisas, nós achamos com ótimo preço, tecidos que não amassem já que o cadeirante fica muito tempo sentado (botões abrem, os tecidos leves podem rasgar e etc.) e que facilitem as manobras.


Sapatos, meio caros por aqui, no dia a dia, não são usados, mas são necessários e complementam a roupa. Em um evento social, sapatos de salto alto ou baixo é sempre um problema. O tênis é o mais indicado, protegem os pés nas manobras e fixam melhor no apoio.


Dezoito horas, momento da paradinha gastronômica. Sem dúvidas, os pastéis de nata, foram deliciosos! E ao pagarmos a conta, lembramos de um acessório indispensável a todas nós, a bolsa! Marina, disse que o ideal é serem grandes e totalmente fechadas para evitar que coisas caiam pelo caminho (vamos combinar que para carregar bolsa grande, não precisamos de motivo!), e que devem ter alças grandes para cruzar no ombro. Com todo o bom humor que lhe é peculiar, Marina se lembra do uso do cateter e a possibilidade de existir uma bolsa para o mesmo, diz não ter sugestão, mas que seria interessante que combinasse com a bolsa social. Bolsas não me encantaram por aqui.


O dia não acabou! Ainda vamos jantar e assistir a um bom fado!

Até!

Alice.


escrito por Tânia Katia Werneck Gama a partir de experiência real

terça-feira, 29 de março de 2011

Diário de bordo ou Vivências?

Templários - Tomar, Portugal
Após um planejamento de seis meses estou saindo para uma viagem de férias, ao lado de meu marido e um casal de amigos, nem acredito! Rumo à Portugal!


Como educadora não posso deixar de ter uma observação mais apurada do cotidiano, e esta se faz mais presente quando se tem um motivo. No meu caso, é minha querida amiga Marina, que apresenta dificuldades de locomoção (ela é uma cadeirante). Chegando ao Galeão, dentro do embarque, sentimos a falta de nivelamento do chão quando se passava de uma área para outra, com malas e casacos. Acabei por um pequeno momento empurrando sua cadeira e quase capotei num desnível pequeno e idiota, um susto para mim!... para ela então...!


Nossa próxima parada no aeroporto é no banheiro, claro! Amigas que se prezam não deixam de ir ao banheiro juntas, até porque é momento em que podemos colocar o papo em dia. Não sei por que, mas, é onde nos sentimos livres e realmente capazes de falar sobre tudo e assunto não falta! Ao lavarmos as mãos reparo mais uma vez nas dificuldades que Marina tem que enfrentar. Ela não consegue alcançar a torneira. Banheiro de um aeroporto internacional... Como será com as paraolimpíadas?


Próximo passo, a entrada no avião, foi o momento em que Marina teve todas as atenções e cuidados, era ela e mais cinco idosos com dificuldades de locomoção. A viagem transcorreu tranqüila e muito prazerosa! No entanto, na saída do avião, ficamos por últimos, congestionou o carrinho especial de locomoção, como só ela não tinha nenhuma mobilidade, ficamos isolados e chegamos à esteira quando só tinham as nossas malas abandonadas. Situação “sem graça”!


Alugamos um carro Eco Sport, para caber malas e a cadeira, sabíamos que todos nós tínhamos que levar malas pequenas, ai Meu Deus! Onde arrumar meus casacos e blusas de lã...? O primeiro passeio foi ao Museu Castelo de Ouro em Mafra, não tinha acessibilidade, era só escada, Marina não pode nos acompanhar e ficou sozinha no carro. Como ela já está acostumada, ficou bem, mas eu, não! Ao retornarmos contamos tudo com fotos e comentários.


Depois, partimos para Óbidos, uma cidade medieval linda! Não nos deixaram passar com o nosso carro. Mas, havia uma rua de pedras, que permitia a cadeira de rodas fosse deslocada sem problemas, embora os desníveis das subidas e descidas proporcionassem certo cansaço para quem tinha que dirigi-la. Nesse passeio, observei que as crianças paravam e davam passagem com bastante atenção, já os carros, não! Seguiam a regra da preferência, do carro ou da cadeira de rodas.


Uma última observação: apesar do cuidado da cidade medieval com a trilha acessível, o que demonstra certa preocupação com os cadeirantes, as lojas e nem os restaurantes tinham rampas. Com relação ao restaurante, tínhamos que escolher o menos pior.


Amanhã, falo mais.

Alice.

escrito por Tânia Katia Werneck Gama a partir de experiência real

sexta-feira, 4 de março de 2011

Febeca 3

Daiane X Ana são gatíssimas !

quinta-feira, 3 de março de 2011

Outra personagem !

Mila X Camila - muito simpáticas !


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Turma da Febeca 1

Histórias em quadrinhos de meninas verdadeiras.
O Cartunista Victor Klier é pioneiro em desenhar histórias verídicas em que os personagens são deficientes.
Esta é FEBECA .....
(fonte: Revista Sentidos, ano 8, no.53)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Casa Segura, Parte 1


fonte: folheto SBOT
Coordenação de Arquitetura e Design Gráfico: Cybele Barros

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma suite para a Vovó !!!!

CHIC .... mas sem quinas vivas, iluminação na parte inferior da parede para clarear o caminho de noite até o banheiro, ausência de carpete e tapetes, armário (não aparece na imagem) com alturas de fácil acesso, uma bicama para eventuais acompanhantes. No banheiro, piso anti derrapante, o vaso sanitário um pouco mais alto, barras de apoio, um banquinho no box, cortina neste mesmo box ao invés de blindex .... e COM CONFORTO

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Design e Acessibilidade

fonte: Resultado (parcial) do Projeto de Iniciação Científica da Universidade Veiga de Almeida (PIC/UVA)

Para reflexão:

"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se." (Gabriel Garcia Marquez)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Notícias !

Pesquisadores da Universidade de Virginia Tech, nos EUA, criaram um carro adaptado e luvas especiais que permitem que deficientes visuais desviem de obstáculos estáticos e em movimento.

fonte: epocanegocios.globo.com

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

+++++ Mundo Inclusivo para Daltônicos - Color ADD -

Mapa do Metrô para TODOS !
Comprar camisetas coloridas +++ fácil !

Lápis de cor ... para as crianças e adultos daltônicos

Código