terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais um pouco de PAPEL PINEL

O Papel Pinel é uma fábrica terapêutica, situada no ambulatório do Instituto Municipal Philippe Pinel, na zona sul do Rio de Janeiro. Nasceu em abril de 2000, como uma Oficina de Papel artesanal, buscando construir uma alternativa de trabalho e enfatizar a cultura do reaproveitamento, tanto material quanto humano. Tem como produtos não só o papel reciclado e a cartonagem, mas também camisetas e bolsas ilustradas com originalidade e bom gosto. É uma griffe diferente.
Pela enorme aceitação que tem tido, não apenas mercadológica mas também simbólica dos ideais determinados para os quais aponta, a Griffe Papel Pinel é hoje uma marca registrada, garantindo assim o uso de seu nome por seus legítimos donos: todos aqueles que são colaboradores em suas Oficinas e etapas relevantes de fabricação de seus produtos. Nossa ação aponta para a inclusão social, o resgate à cidadania, a geração de renda e a transformação cultural do estigma que cerca a loucura.
Por chamar atenção para o desperdício dos recursos naturais, apenas no ano de 2008, o Papel Pinel foi responsável pela coleta de mais de dez toneladas em doação de papel, oriundas de empresas e pessoas físicas aliadas. Este número reflete o compromisso que alcançou da sociedade com o projeto, com seus valores e com a preservação do meio ambiente. A Griffe faz, assim, seu papel.
Recicle idéias, jogue fora preconceitos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Universitários Especiais

PARABÉNS a Sociedade Síndrome de Down e Universidade Estácio de Sá pelo importante trabalho que estão desenvolvendo !!
(ver mais no site: http://www.ssd.org.br/)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTUDO CARIOCA SOBRE NANISMO SERÁ APRESENTADO, EM JULHO, EM ENCONTRO INTERNACIONAL DE DESIGN

Pesquisa propõe soluções para casa e ambiente urbano

Muito se fala nos direitos de cadeirantes, negros, homossexuais e outros grupos que sofrem com alguma forma de exclusão social. Uma minoria, porém, enfrenta uma série de dificuldades em seu dia-a-dia e parece esquecida na luta por adaptações que permitam o pleno exercício de sua cidadania: os anões.
A fim de minimizar parte dos problemas vividos por essas pessoas, o núcleo Vida sem Barreiras, da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida (UVA), vem desenvolvendo um projeto na área de design de interiores. O resultado será a publicação de uma cartilha com especificações para projetos que auxiliem os anões em seu cotidiano, principalmente no ambiente doméstico e no trabalho.
O estudo, capitaneado pela arquiteta e professora Lourdes Luz, coordenadora acadêmica do campus Barra da UVA, será apresentado no Encontro Latino-Americano de Design e no Congresso Latino-Americano de Ensino de Design, que acontecem na Universidade de Palermo, em Buenos Aires, Argentina, de 28 a 31 de julho ("evento ficou adiado para 2010, por causa da gripe suína')

Desafios e Soluções
A aplicação das especificações contidas na pesquisa vai oferecer soluções para problemas imperceptíveis para uma pessoa de estatura normal, mas que se mostram grandes obstáculos para um anão. Em casa, por exemplo, as adaptações podem tornar mais acessíveis interruptores, pias, janelas, maçanetas de portas e até o vaso sanitário.
No ambiente urbano, os desafios à mobilidade são ainda maiores. Pessoas com nanismo têm seu acesso aos ônibus e ao metrô limitado por degraus altos, além da dificuldade para alcançar as barras de segurança. Da mesma forma, os botões de elevadores e caixas eletrônicos de bancos – altos e sem adaptação – estão fora do alcance das pessoas mais baixas.
“A partir dos resultados obtidos no estudo, que inclui entrevistas com anões, pretendemos determinar diretrizes de projetos de interiores visando à adaptação dos ambientes, sejam residências ou locais de trabalho, às condições próprias para garantir acesso e qualidade de vida às pessoas portadoras de nanismo”, defende Lourdes Luz.

Além dos obstáculos físicos, a maior dificuldade enfrentada por um anão é o preconceito, que se revela em piadas e deboche nas ruas, e em barreiras no mercado de trabalho. Não obstante, a desinformação mitifica a figura do anão, o que só reforça a discriminação.

ASSESSORIA DE IMPRENSA/UVA
SB Comunicação, tel. (21)3798.4357