terça-feira, 26 de abril de 2011

Expressão: O Gosto amargo, do dia seguinte ...

A segunda feira recomeça com a cafeteira ligada, o banho, o café rápido, acompanhado aos meios de comunicação. A necessidade de estarmos informados e tanta, que me pego com a TV ligada e o rádio em um canal só de notícias. Afinal, além de administrar o horário de saída de casa, temos que nos preparar emocionalmente para agüentar o trânsito, e hoje, um gosto amargo.

O gosto amargo do não entendimento de um momento de fúria que ceifa vidas, a sensação do cansaço advindo das intermináveis coberturas de tal tragédia fomentando de forma insistente, a dor da perda , a sensação de impotência. Penso, tem que ser útil!

A realidade é que não só dentro do mundo acadêmico, escolas ou universidades temos tido situações isoladas de fúria, pretensão, agressividade, No dia a dia, cada vez mais, somos atropelados uns pelos outros. Minha última experiência com relação a minha “invisibilidade humana”, foi ter sido atropelada por um carrinho de bebe (não estava vazio, o choque poderia tê-lo virado e o bebe ter se machucado) estava sendo conduzido por uma mãe jovem, que sequer esboçou uma reação. Constatei estar realmente invisível, mas o que mais me doeu foi pensar que ela será responsável pelo adulto, ora em formação.

No momento em que nos conscientizarmos que somos os co-autores de tal acontecimento, poderemos dar um novo passo para o futuro. Não sem antes pagarmos o ônus da falta do debate sério sobre que sociedade está sendo construída.

Afinal o que é o bullyng senão um ato cruel, cruel no sentido de sentir-se bem em divulgar o que acha feio, pequeno e sem valor no outro. Descobri que a crueldade cega e nos emburrece, na medida em que faz com que o agressor se ache! Ela cega, porque não nos permiti nos vermos, quem é perfeito ou se acha?! (Todos nós temos algum ponto do corpo que não nos agrada, ou uma dificuldade emocional que precisa ser trabalhada)!

O que podemos esperar de uma sociedade que usa os meios de comunicação para dar valor ao corpo belo, ao glamour dos corpos sarados! E paralelamente, não veicula uma campanha de reflexão sobre o respeito ao outro, que fisicamente não é tão atraente, mas que pode, por ser vítima, transformar-se em algoz, por uma burra e cega intolerância?!


Tânia Werneck
Rio, 11 de abril de 2011.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Diário de bordo... Segundo dia

Castelo de São Jorge, Lisboa
Como toda a mulher não poderia faltar no nosso assunto o consumo feminino. Assim, aproveitamos o fim da tarde para ver “as modas” e as liquidações no shopping. Não é muito simples fazer escolhas para quem é cadeirante, Marina esclarece que as calças precisam sempre ter uma abertura na parte de baixo, para a realização da retirada de urina, que o melhor modelo deve sempre ter stretch, cintura alta, boca larga para facilitar a colocação e retirada, sem zíper e botões, nada simples ! As blusas e camisas, nós achamos com ótimo preço, tecidos que não amassem já que o cadeirante fica muito tempo sentado (botões abrem, os tecidos leves podem rasgar e etc.) e que facilitem as manobras.


Sapatos, meio caros por aqui, no dia a dia, não são usados, mas são necessários e complementam a roupa. Em um evento social, sapatos de salto alto ou baixo é sempre um problema. O tênis é o mais indicado, protegem os pés nas manobras e fixam melhor no apoio.


Dezoito horas, momento da paradinha gastronômica. Sem dúvidas, os pastéis de nata, foram deliciosos! E ao pagarmos a conta, lembramos de um acessório indispensável a todas nós, a bolsa! Marina, disse que o ideal é serem grandes e totalmente fechadas para evitar que coisas caiam pelo caminho (vamos combinar que para carregar bolsa grande, não precisamos de motivo!), e que devem ter alças grandes para cruzar no ombro. Com todo o bom humor que lhe é peculiar, Marina se lembra do uso do cateter e a possibilidade de existir uma bolsa para o mesmo, diz não ter sugestão, mas que seria interessante que combinasse com a bolsa social. Bolsas não me encantaram por aqui.


O dia não acabou! Ainda vamos jantar e assistir a um bom fado!

Até!

Alice.


escrito por Tânia Katia Werneck Gama a partir de experiência real