segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Programa ANA MARIA BRAGA, setembro/2009

Encontrei estas anotações.
Considerei importante compartilha-las.

Entrevista com o casal: Marise Calazans e Teodomiro Schramm

Marise e Teodomiro se conheceram numa sala de bate papo via celular.
Em determinado ponto da conversa Marise contou que possuía 1.15m de altura (portadora de nanismo). Naquele momento Marise achou que havia “espantado” o candidato mas não, ele saiu de sua cidade Alagoinhas (90 km de Salvador) e foi conhece-la pessoalmente.
Qual a surpresa de Marise quando deparou com rapaz de 1.75m ! A família de Marise tem estatura normal (sem histórico de nanismo na família): os pais e as 5 irmãs, somente ela nasceu com a mutação genética, e segundo a própria, sempre foi muito protegida pelo pai, que inclusive criou obstáculos em relação a Teodomiro. O rapaz teve que de certa forma provar suas boas e sérias intenções.
Foram 8 meses de namoro até o casamento. 
Marise havia superado muitos preconceitos ao longo dos seus 32 anos (até conhecer Teodomiro), período em que nunca namorou (e achava que jamais encontraria um companheiro). Com sua perseverânça se tornou bancária e possui emprego que gosta muito: os colegas de trabalho entendem suas limitações e ela aprendeu a conviver com as limitações das pessoas.
No dia 18 de janeiro de 2007 eles se casaram.
Para uma boa convivência várias adaptações tiveram que ser feitas na casa: interruptores e porta chaves ficaram numa altura acessível para Marise; no banheiro as prateleiras baixas pertencem a Marise enquanto as altas a Teodomiro; na cozinha encontram-se (a meu ver) os maiores obstáculos – utilizar uma escadinha para alcançar a bancada da pia não é o modo mais adequado de utilização deste espaço por pessoa portadora de nanismo, pois os riscos de queda são evidentes.

Superados preconceitos (total ou parcial/mente) o casal tem mais um sonho, ter um filho. Não existe problema clínico aparente (segundo o médico especialista em reprodução assistida), mas a criança tem 50% de chances de nascer com nanismo. Mais preconceitos e alguns medos por parte do casal. Mas é possível através da reprodução assistida ter um filho com estatura normal, com fertilização “in vitro” e seleção de embrião sem o gen do nanismo. Atenção: é um tratamento caro ! São possibilidades da medicina.

Minha observação:  Esta casa é uma casa onde é preciso pensar num “desenho universal”: Pessoas com estaturas diferentes, com necessidades especificas devem conviver bem no mesmo espaço, neste mesmo lar !

anotações feitas por Lourdes Luz

Nenhum comentário: