segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ergonomia aliada ao Design

O design brasileiro possui a marca da criatividade como principal referência para os demais países. É um mercado em ampla expansão tendo sua aplicação em diversas atividades.
Nos últimos anos, novas modalidades de design tem sido inseridas no cenário profissional, dentre elas o design cênico que projeta palcos para teatro, música, balé, cenários para cinema e produções de TV; o webdesign que projeta websites e apresentações gráficas para a internet; o design de vitrines aplicado nas lojas, melhorando a exposição dos produtos, atraindo consumidores e facilitando as vendas e, o design de interfaces que projeta telas dos programas de computador.


Nos últimos 20 anos, a ergonomia vem servindo como importante ferramenta para o design na criação de um produto versátil e principalmente funcional. Mas por quê?
Bem, a ergonomia, assim como o design, é um campo de atuação em amplo crescimento e também engloba diversos ramos de atividades. Nada mais lógico do que unir preceitos ergonômicos ao design na busca de um produto não somente bonito, mas principalmente funcional e adequado ao uso a que se propõe.


O design está quase sempre associado ao bom gosto. Os melhores recursos que temos para chegar até o design são nossos sentidos, principalmente a visão e o tato.
Nos dias de hoje, não dá pra imaginar o processo de criação do design sem os conhecimentos da ergonomia. No entanto, é muito fácil encontrar este problema por aí. Quando lembramos daquela cadeira LINDA, que não conseguimos ficar nem 5 minutos sentados, chegamos a um bom exemplo do design desprovido de estudo ergonômico!


Hoje em dia, o design é conceituado por proporcionar a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, visando atender às necessidades do consumidor, melhorando o conforto, a segurança e a satisfação dos usuários.


O Design é justamente a capacidade de criar algo esteticamente agradável, funcional, seguro, etc. O designer não prevê apenas funcionalidade e estética. Deverá pensar nos aspectos que poderão pôr em risco a integridade física (saúde) tanto do consumidor final, mas de todos aqueles que irão manusear o produto, desde a sua produção até sua manutenção. Não é tão simples assim!
Nos últimos anos, temos observado que o design passou a ser uma poderosa ferramenta agregando valor ao produto industrializado, levando a conquista de novos mercados. As empresas têm utilizado o design como diferencial dos produtos.


Portanto, se a aplicação da ergonomia ao processo do design é implementada, o resultado deverá ser um produto atrativo e funcional. Máquinas, equipamentos, estações e ambientes de trabalho que integram a ergonomia ao design contribuem para a qualidade de vida, aumentam o bem-estar e o desempenho dos produtos.


Para Maurício Duque, diretor da ABRAPHISET - Associação Brasileira dos Profissionais de Higiene e Segurança do Trabalho - "a ergonomia é para o Design de um produto o que a farinha é para o pão, ou seja, não se faz pão sem farinha". Para ele, um produto que não tem concepção ergonômica perde sua mais importante qualidade que é a "usabilidade" com conforto e segurança, eficiência e eficácia.


Na concepção do produto, o designer deve levar em conta as características ergonômicas como verdadeira ferramenta de projeto. Para Duque, este será um fator importante de fidelização do usuário com o "novo conceito" dos produtos e com a empresa que os produz. "Os Designers que estiverem realmente de olho no futuro devem estar atentos a esta futura demanda, pois, será esta a ótica das empresas para conquistar seus clientes e garantir o sucesso de seus negócios".


autor: Beatriz Chimenthi, MSc

Nenhum comentário: