quinta-feira, 20 de maio de 2010

A INCLUSÂO DO DEFICIENTE por um Bacharel em Turismo

O Brasil tem 13 milões de deficientes físicos.Pessas que enfrentam inúmeras dificuldades para viajar e aproveitar seus momentos de lazer.Escadas,portas estreitas,calçadas ocupadas por automóveis e jardineiras, prédios públicos e pontos turísticos praticamente inacessíveis,são alguns obstáculos que o portador de deficiencia precisa enfrentar diariamente.

Mas não é só. Um deficiente em cadeira de rodas está praticamente impedido de se hospedar en hotéis,frequentar restaurantes,casas noturnas museus,teatros.A primeira dificuldade que ele enfrenta,como turista,é com o transporte.Em nosso País,os ônibus de turismo não estão adaptados para portadores de deficiencia física em cadeiras de rodas.

A viagem de avião também apresenta dificuldades.Como nossas companhias aéreas não dispõem de cadeiras de rodas estreitas,para circulação dentro do avião,o passageiro é obrigado a permanecer todo tempo do vôo sentado.Você já pensou no que ele tem enfrentar, se simplesmente tiver vontade de ir no banheiro? É necessário, portanto,adaptar aviões e ônibus
para milhões de brasileiros.

Entretanto,uma vez superadas as dificuldades com o transporte, o portador de deficiencia física enfrenta barreiras arquitetônicas,que dificultam ou impedem sua locomoção.Quantos hotéis brasileiros têm quartos e banheiros adaptados para quem usa muletas ou cadeiras de rodas? Quantos restaurantes,cinemas,teatros,casas noturnas e pontos turísticos têm facilidades de acesso e instalações apropriadas? No Brasil os portadores de defíciência física representam 10% da população.como todo cidadão,pagam impostos e tem deveres. no entanto,um direito fundamental ele não tem! O de livre locomoção;seja em busca de trabalho ou de lazer.

A maioria das pessoas não tem consciência do que a falta de espaço ou uma escada representam para um portador de deficiência física.Empresários,arquitetos,urbanistas,responsáveis por obras públicas também não têm se mostrado sensíveis a essas dificuldades.Tente imaginar uma pessoa numa cadeira de rodas entrando num banheiro de cinema ou de um restaurante.Agora, projete essas dificuldades para o cotidiano.

O que as pessoas fazem normalmente- ir a um cinema,tomar um chope com os amigos,viajar- acaba se tornando um problema para o portador de deficiência física.No entanto,até mais do que os outros,ele necessita de lazer,para compensar o stress e o desgaste provocados por sua limitação física.O que acontece em nosso País,entretanto,é justamente o contrário.

Por falta de infra-estrutura,o portador de deficiencia física acaba confinado e dependente de outras pessoas para usufruir de um direito seu. Pelas experiências por mim adquiridas como entusiasta da atividade turística, pude observar que poucos são os empreendimentos que realmente se preocupam com facilidades a portadores de deficiencia física. Posso até arriscar a citar inúmeros casos,como os de hotéis sem apartamentos adaptados ou restaurantes sem rampas que conduzam ás suas mesas. E muitos outros se fazem presentes na vida em sociedade,que inibem a circulação de muitos milhões de brasileiros.

Desejo, com toda intensidade,que este problema não se limite a leis e impressos,mas que chegue á sociedade em forma de ação prática e responsabilidade política,para que todos os portadores de deficiência possam usufruir dos mesmos direitos.

autor: Marcelo Correia\ Bacharel em turismo

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