quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ergonomia e Alzheimer - II


Ergonomia e o Ambiente físico

A ergonomia (do grego: ergo – trabalho e nomos – leis) é a ciência que tem como objetivo a compreensão da inter-relação entre o Homem e o ambiente, como área de conhecimento destina-se também a definir as características ideais dos meios ou fatores, conforme o tipo de atividade ou inter-relação exercida no ambiente, como: a temperatura, a iluminação, o ruído, os odores, vibrações e cores e o mobiliário.
Para o idoso, o ambiente é, na verdade, o produto da contribuição de todos esses fatores aliado ao fato da grande permanência nos esforços da casa.

Temperatura
É um fator que deve ser avaliado com atenção quando se deseja condições ambientais adequadas para não produzir desconforto e risco para o idoso.

Iluminação
De acordo com Serrano (1993), uma iluminação excessiva ou insuficiente pode causar distúrbios digestivos e neuro-visuais, tremor nas pálpebras e sonolência, o que torna o ambiente desagradável para o ser humano. Assim, a iluminação é muito importante quando a relacionamos ao dia a dia de uma pessoa idosa, é fundamental, na concepção dos espaços de cuidados especiais continuados, o ambiente deve incorporar o máximo possível de luz natural, balanceada com a luz artificial para o idoso, que já possua sua parte visual afetada, com seus reflexos mais lentos, a iluminação tem que ser adequada para que ele se sinta o mais confortável possível, minimizando o desconforto e os riscos associados com a claridade. A lâmpada ideal para o idoso é a incandescente, tem uma intensidade menor de radiação, apresenta uma a reprodução muito boa das cores, permite um maior controle das intensidades: mais forte em um ponto central e uma intensidade menor em pontos para apoio.

Ruído
O ruído, que é formado por excesso de sons provenientes do ambiente é altamente estressante para os idosos, que têm alguma perda auditiva, e é mais grave para os indivíduos acometidos de demência. Segundo, Dr. Luiz Carlos Alves de Sousa, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, a surdez no idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso, podendo ser acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais o bem estar daquele indivíduo. Idosos portadores de diminuição da audição experimentam
Redução da sensibilidade e inteligibilidade da fala o que compromete seriamente o seu processo de comunicação verbal. Além do mais, a audição é imprescindível como mecanismo de alerta e defesa. Contudo, em um ambiente bem planejado não é necessário falar alto para ser entendido e conseqüentemente a atmosfera se torna mais agradável. É recomendável então selecionar materiais e mobílias que não reflitam ou amplifiquem as ondas sonoras. As paredes forradas e os tetos com degraus irregulares podem ser eficazes na difusão de ondas sonoras. Incorporar carpetes, painéis na parede e cerâmicas acústicas podem resultar em um ambiente silencioso. As portas podem ser revestidas com material abafador do som, proporcionadas através de superfícies lisas. As janelas de vidro podem ser cobertas por cortinas de tecido, proporcionando que os idosos, através da diminuição de sons agudos no ambiente, se sintam menos estressados e conseqüentemente mais descansados no final do dia.
Autor: Andrea Saldanha, monografia (parte) apresentada no Curso de Pós Graduação em Design de Interiores / UVA, junho 2007.
Copyright: Tânia Werneck

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