quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A influência do ambiente em pessoas com insônia - Quarto para insônia.

Introdução.

A insônia é uma diminuição total ou parcial da quantidade habitual de horas de sono ou de sua qualidade durante a noite, causando mau humor, cansaço, ansiedade, estresse ou depressão. Estes podem ser alguns dos sintomas ou mesmo a causa da insônia, um problema que atinge pelo menos 40 milhões de brasileiros, ou seja, em torno de 35% da população adulta, segundo o Dr. José Carlos Souza, médico psiquiatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria. A decorrência de redução no descanso diário dá-se por excesso de iluminação, temperatura inadequada, barulho, horários irregulares, estresse profissional, televisão, dentre outros.
Segundo o Instituto de Tecnologia de Israel, a claridade, que hoje é maior que na década passada, é uma inimiga de quem sofre de insônia, pois foi constatado que o ser humano tem um regulador do sono que é a Melatonina, o hormônio que induz o sono, e é produzido somente no escuro.
Este trabalho tem como finalidade configurar um espaço apropriado para as pessoas que sofrem de insônia, usando a arquitetura como uma qualidade na melhoria na qualidade do sono e também na cura da insônia.

Higiene do sono
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica, como: Atividade física, o quarto, cuidado com a luminosidade, silêncio, temperatura adequada, a diminuição de estímulos visuais (televisão), roupas confortáveis. É fundamental procurar relaxar antes de ir para cama. Ouça uma música relaxante bem baixinho, leia um pouco, converse ou assista a um filme.

Ambiente adequado
O ambiente do quarto deve ser agradável (arejado e fresco), aconchegante (escuro) e confortável (calmo, silencioso e relaxante) utilizado apenas para dormir e, ou para relações íntimas, separando assim das outras atividades como TV, computador etc. A cabeceira deve ser regulável, usar uma planta para dar um ambiente agradável. Para pessoas com alergia é recomendável usar aspiração central para a melhoria do ar. Como despertador pode-se utilizar som ambiente que pode ser programado para ligar em horário pré-determinado. O óleo essencial de lavanda é calmante e relaxante. Misture 5 gotas com água, coloque em um vidro spray e borrife pelo quarto. Pode-se também colocar uma gotinha no travesseiro.

Cor do ambiente
As cores frias são as mais indicadas, não podendo ser usada em excesso.
Verde: proporciona equilíbrio e calma – pacifica. Usada em excesso causa depressão.
Azul: possibilita a calma e estimula a serenidade, também se usada em excesso leva à depressão.
É fundamental a escolha da cor no ambiente de dormir para uma aplicação correta, pois as cores são estímulos naturais, capazes de alterar a qualidade de vida do homem.

Acústica

O barulho excessivo é um fator que pode trabalhar o sono. Para auxiliar a acústica do quarto, o mercado dispõe, hoje, de janela anti-ruído, como também de portas que são para o mesmo fim. Como isolante acústico deve-se fazer divisórias de gesso acartonado ou outra solução, mais barata, são paredes mais grossas que o comum, de 25 cm. É fundamental procurar relaxar antes de ir para cama. Ouça uma música relaxante bem baixinho, leia um pouco, converse ou assista a um filme.

Iluminação
A janela não deve ser pequena para que o quarto tenha boa iluminação natural. A persiana elétrica que pode ser programada para abrir e fechar em um determinado horário é um ótimo controle. O uso da automatização na iluminação é de grande ajuda, o dimmers é fundamental para controle de luminosidade, também podendo se programar para que após as 21h ou 22horas a iluminação fique fraca, a melatonina um neuro-hormônio indutor do sono só começa a ser produzido quando escurece. Luzes fortes podem influenciar esse processo biológico.

Temperatura
Evite o calor ou frio excessivo no quarto. Temperatura abaixo de 17 graus causa sonhos desagradáveis e calor acima de 29 graus causa perda do sono e movimentação O clima favorável ao sono é a temperatura amena (22 a 24 ºC).

autor: Patrícia Schleder da Rosa - Setembro, 2004.
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