quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Apresentação do DSGN 01 – 2005

Lourdes Luz e Nara Iwata
O motivo que nos reúne, alunos e professores, em torno desta publicação é o comprometimento que temos com o ensino, a pesquisa e a produção do conhecimento. Os artigos ou ensaios que compõem esta coletânea estão diretamente ligados a temas contemporâneos do design de interiores e paisagismo. Não há um tema principal que interligue os textos, visto que apostamos em uma abordagem mais livre, na qual o corpo discente pode fazer escolhas. E, a nós professores, coube selecionar os melhores trabalhos a partir de quatro temas gerais, os quais não têm como objetivo fechar questões; ao contrário, se propõem a gerar novas reflexões.

Assim, os quatro primeiros artigos apresentados – “Acessibilidade, análise de um projeto: uma casa democrática”, de Volnei Malaquias; “Acessibilidade: análise de uma clínica odontológica”, de Fernanda Mansur; “A imagem acolhedora de uma clínica oftalmológica”, de Tania Pavanelli; e “Ambiente Seguro: importância da funcionalidade e acessibilidade no mundo da maior idade”, de Beatriz Gadia – são os primeiros resultados do grupo de pesquisa "Vida sem barreiras", da Escola de Design da Universidade Veiga de Almeida. O núcleo de pesquisa sobre acessibilidade envolve alunos da Graduação e da Pós-Graduação com diferentes enfoques e tem como objetivo pesquisar e sistematizar a forma pela qual o ser humano, em qualquer situação de dificuldade física, permanente ou temporária, pode manter um mínimo de individualidade e independência, com maiores chances de sobreviver às doenças e aos impedimentos referentes à sua situação.

Os dois artigos seguintes – “Loft residencial: estudo do conceito original em proposta de habitação”, de Álvaro Pilares, e “Apartamento ‘tipo loft’: um estilo próprio de morar”, de Christiane Barroso – tratam de um novo modo de viver antenado à contemporaneidade que são os lofts. O estudo desse tipo de moradia, nascida na Nova Iorque da década de 1940, transformada em símbolo de status nas décadas seguintes e que hoje começa a integrar a paisagem brasileira, integra o contexto das pesquisas sobre os “modos de morar”, relacionando as transformações sócio-econômico-culturais aos espaços da casa.

Além disso, a Escola de Design/UVA valoriza soluções brasileiras no sentido histórico, cultural e ambiental, o que nos leva a uma preocupação efetiva com nosso patrimônio edificado. Os ensaios “Projeto de Intervenção para o Park Hotel: Nova Friburgo”, de Christiane Barroso e Cynthia Lisboa, e “Hotéis contemporâneos na orla de Copacabana: relação entre imagem institucional e projeto de arquitetura de interiores”, de Rosângela Pinto e Maria Carolina Gonçalves, são nossos melhores exemplares nesta linha, quer na brasilidade de Lucio Costa ou na influência estrangeira na arquitetura dos hotéis da orla de Copacabana.

Como fechamento desta coletânea buscamos dois artigos sobre paisagismo – “O jardim sensorial e suas principais características”, de Beatriz Chimenthi e Pedro Miguel Cruz, e “O paisagismo resgatando as cores da cidadania”, de Christiana Rocha – que pontuam, direcionam ou complementam o nosso fazer na Escola de Design.

Num primeiro momento, é difícil pensarmos em periodicidade. Entretanto, temos certeza da continuidade de nosso trabalho. Que esse seja apenas o primeiro passo, uma semente que esperamos ver germinar e produzir bons frutos.

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