quarta-feira, 20 de novembro de 2013

NÚCLEO DE PESQUISA “VIDA SEM BARREIRAS” - UMA EXPERIÊNCIA COM O DESIGN DE MODA


Iniciamos a pesquisa de forma interdisciplinar com os portadores de nanismo. Verificamos que uma das questões relevantes no sentido da autoestima estava a aparência. Como ser adulto naquele corpo pequeno e muitas vezes com a vestimenta inadequada uma vez que adquirida em lojas infantis?

A roupa é um elemento de intervenção sobre a morfologia do corpo do usuário e o design(er) deve prever que o resultado terminará criando uma nova condição, um modo de adaptação ao meio social em que está inserido. No momento em que o objeto de estudo são os portadores de nanismos, entendemos que a produção de roupas em larga escala por um lado se depararia com uma demanda relativamente pequena se considerarmos a quantidade de mulheres pertencentes a este grupo além do poder aquisitivo das mesmas, por outro lado se pensarmos como um nicho de mercado verificaremos que a roupa como um produto de design tem um papel importante de inclusão destas portadoras que querem ter além do sentimento de pertença ou, num linguajar mais popular, querem “estar na moda”.


O corpo adota diversas estratégias no campo da indumentária e cremos que o tecido seja a matéria prima a partir da qual se modifica a superfície do corpo que neste caso está bastante distante de padrões pré-estabelecidos, como se fosse uma nova epiderme. Se existem recursos que permitem criar um movimento de expansão nos tecidos que aumentam sua elasticidade, de modo que a peça de roupa se ajuste em corpos de diferentes tamanhos, silhuetas e idades, é talvez aí que se encontre uma primeira resposta para vestir, cobrir, inserir estas portadoras de nanismo e não necessariamente no molde ou no corte.“Vestir e desvestir são ações relacionadas com a facilidade de manejo, combinada com o índice ergonômico físico que avalia aspectos anatômicos, antropométricos e biomecânicos”. 





texto: Lourdes Luz e Nara Iwata

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